A escolha dos cuidados médicos ofertados pelo RH aos colaboradores mudou para sempre depois da pandemia

Rafael Weiss*

14 de janeiro de 2021 | 03h00

A pandemia de covid-19 sem dúvida trouxe muitas mudanças em diversos setores, e a saúde é um dos que mais foram influenciados pela necessidade de distanciamento social, a começar pela adoção emergencial da telemedicina.

Por isso, é inegável dizer que a visão das áreas de RH das empresas na hora de escolher quais cuidados médicos disponibiliza para seus colaboradores mudou. Saindo do foco em prover serviços de saúde apenas para algumas consultas médicas, passou-se a pensar muito mais em de fato cuidar para que as pessoas não fiquem doentes.

Os benefícios da medicina preventiva já são conhecidos em todo o mundo. É por meio dela que se tem maior qualidade de vida, reduzindo a necessidade de ingestão de medicamentos, por exemplo; também se percebe o aumento na produtividade e diminuição das faltas, já que pessoas mais saudáveis tendem a faltar menos ao trabalho; além de diminuir o custo de possíveis tratamentos, pois, quando há acompanhamento, a tendência é que os problemas sejam descobertos logo no início.

Um dos principais meios de cuidado que chegaram de vez às nossas vidas em 2020 foi a telemedicina. Em abril de 2020, o Ministério da Saúde precisou regulamentar às pressas a oferta de consultas a distância no país, que até então não contavam com essa autorização. E já se sabe que, tendo passado a crise causada pelo coronavírus, o Conselho Federal de Medicina poderá regulamentar de forma definitiva essa modalidade de atendimento.

Outro ponto que passou a ser fundamental para a maioria das pessoas e entrou no radar tanto dos líderes e gestores quanto dos profissionais de RH foram as questões relativas à saúde mental dos colaboradores. Depois de muitos meses de home office improvisado, isolamento, incertezas, entre outros tipos de questões que afetam o psicológico, o assunto deixou de ser tabu e passou a ser um importante diferencial nas escolhas de cuidados com saúde.

Além da possibilidade de atendimento em telemedicina e percepção da importância da saúde mental, os profissionais de RH passaram a valorizar as informações sobre a saúde dos colaboradores que podem ser obtidas usando a tecnologia. Não se trata de olhar para laudos médicos individualizados, mas sim de ter uma visão geral de como o serviço de saúde impacta a rotina dos colaboradores. Ter esse tipo de informação em mãos é importante para criar ações preventivas, de conscientização e até mesmo mudar hábitos dentro da própria empresa – novamente, visando às iniciativas de prevenção.

Dessa forma, valorizando o que é importante no momento, as áreas de RH das empresas estão percebendo que cuidar da saúde das pessoas é um investimento com um retorno bastante relevante, não só financeiro, mas sobretudo na qualidade de vida, no clima e na satisfação da equipe.

*Rafael Weiss, Head de Marketing da Cuidas

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