A ‘enciclopédia’ dos métodos de lavagem

As novas formas de lavar dinheiro identificadas pelos investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato

Redação

18 de setembro de 2016 | 04h59

  • Doação para igreja
    A propina é repassada para instituição religiosa ligada ao beneficiário, em forma de doação oficial. O dinheiro é diluído com os recursos doados do dízimo e depois repassado para o verdadeiro dono em espécie

 

  • Falsa prestação de serviço
    Propina é paga a uma empresa, que pode ser de fachada, ou a uma fornecedora de notas frias como pagamento por falsa prestação de serviço, como assessoria, consultoria e engenharia

 

  • Contas de offshore
    Propina é enviada a conta de offshore da empreiteira para supostos pagamentos de serviços e depois destinada a contas e offshores de operadores financeiros, que passam o valor para o verdadeiro beneficiário

 

  • Contrato de mútuo simulado
    Repasse direto ao beneficiário por meio de contrato entre as partes. Quitação é simulada

 

  • Doação oficial a partido ou campanha
    A empreiteira repassa a propina como doação oficial para um partido ou para uma campanha eleitoral

 

  • Pagamento de fornecedores
    O beneficiário da propina indica para a empreiteira um fornecedor ou prestador de serviços seu para que ela faça o pagamento com o dinheiro devido

 

  • Uso de ‘laranjas’
    O dinheiro é oculto em bens, operações comerciais ou movimentações financeiras em nome de terceiros. Serve tanto para ocultação patrimonial, como para esconder recursos de propinas

 

  • Importação e exportação fraudulenta
    O dinheiro é enviado ao exterior ou repatriado por meio de operações de importação e exportação, com registro de valores superiores ao da transação

 

  • Estruturação
    O dinheiro é fracionado e depositado em conta em valores inferiores ao limite estabelecido pelos órgãos reguladores para a comunicação da operação, fugindo da identificação por autoridades

 

  • Compra e venda de imóveis, barcos e obras de arte
    O dinheiro é usado para compra de um bem por valor declarado menor que o efetivamente pago. A diferença é paga com os recursos ilícitos, em geral em dinheiro vivo ou em contas secretas. Na venda o valor oficial é o efetivamente pago e o aparente lucro do negócio legaliza os recursos

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