A educação básica deve representar uma escada de ascensão social

A educação básica deve representar uma escada de ascensão social

Ademar Batista Pereira*

06 de dezembro de 2019 | 17h55

Ademar Batista Pereira. FOTO: DIVULGAÇÃO

O último resultado do Pisa-2018 constatou, mais uma vez, um diagnóstico ruim da qualidade da educação básica no Brasil. Contudo, pelos padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico – OCDE, fica evidente que a rede privada brasileira constitui um núcleo de excelência, com nível de desempenho equiparável ao de países desenvolvidos. Com isso, comprova-se que o setor privado proporciona aos seus alunos um ensino com padrão de primeiro mundo.

A escola particular vem aumentando a sua representatividade na formação da educação brasileira, com mais de 9 milhões de estudantes na educação básica, mesmo em tempos de crise e com a diminuição da taxa de natalidade, aumenta sua participação, porque a sociedade investe na formação dos seus filhos.

Visando melhorar cada vez mais, as escolas particulares firmaram convênio com a Fundação Cesgranrio para a próxima edição do Pisa para Escolas, que será realizado em maio de 2020. Após a avaliação, as instituições receberão um detalhado dossiê, ao qual será possível reavaliar seus projetos de ensino, buscando aperfeiçoar seus resultados.

Neste sentido, entendemos que está na hora de aproveitar a expertise das instituições particulares para melhorar a educação básica brasileira, que se encontra estagnada. Queremos ser chamados para ajudar no projeto de educação do Brasil. A educação básica deve representar uma escada de ascensão social para todas as pessoas, sem discriminação. Não é justificável uma criança não aprender a ler, mas isso acontece e não podemos mais aceitar.

É urgente a reestruturação de gestão nas escolas municipais e estaduais para um modelo que privilegie o aprendizado, especialmente de leitura. Precisamos sair do discurso que segrega. É possível sim resgatar a escada de ascensão social, com as mesmas pessoas, com as mesmas estruturas, buscando melhor desempenho. Os resultados gerados marcam um novo momento para as escolas brasileiras: de promoção da qualidade do ensino às novas gerações.

*Ademar Batista Pereira é presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep)

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