A decisão que pesca a lagosta do Supremo

A decisão que pesca a lagosta do Supremo

Juíza federal Solange Salgado, do Distrito Federal, afirmou que itens do edital de até R$ 1,1 milhão 'destoam sobremaneira da realidade socioeconômico brasileira' e configuram um 'desprestígio ao cidadão brasileiro que arduamente recolhe seus impostos para manter a máquina pública funcionando a seu benefício'; leia o despacho

Redação

06 de maio de 2019 | 17h55

Foto: Pixabay

Ao suspender a compra pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de medalhões de lagosta e vinhos importados, a juíza federal Solange Salgado, do Distrito Federal, afirmou que o itens do edital ‘destoam sobremaneira da realidade socioeconômico brasileira’. A magistrada afirma que a compra configura ‘um desprestígio ao cidadão brasileiro que arduamente recolhe seus impostos para manter a máquina pública funcionando a seu benefício’.

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O STF já informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai entrar com recurso para garantir que a licitação seja efetuada.

A decisão da juíza foi tomada no âmbito de uma ação popular movida pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que apontou que o valor do pregão – de até R$ 1,13 milhão – é “aviltante”, além de criticar o “luxo desnecessário” a membros do STF, sob o argumento de que a compra representa um “potencial ato lesivo à moralidade administrativa”.

A licitação também entrou na mira do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).