A decisão que manda bloquear os bens de Adriana Ancelmo

A decisão que manda bloquear os bens de Adriana Ancelmo

Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, do Rio, afirma que a medida tornou-se 'necessária' e aponta para 'aquisição de grande quantidade de joias de altíssimo valor, normalmente em dinheiro vivo, pela própria investigada ou por interpostas pessoas, nas principais joalherias do Rio de Janeiro'

Julia Affonso e Mateus Coutinho

29 de novembro de 2016 | 17h12

Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, deixa a sede da Policia Federal apos prestar depoimento na Operação Calicute (Lava Jato). Foto: Wilton Júnior/Estadão

Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, deixa a sede da Policia Federal após prestar depoimento na Operação Calicute (Lava Jato). Foto: Wilton Júnior/Estadão

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, bloqueou os imóveis em nome da advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, e de seu escritório Ancelmo Advogados. O magistrado acolheu pedido do Ministério Público Federal, que suspeita que a ex-primeira-dama participou em esquema de lavagem de dinheiro obtido através de supostas propinas pagas ao ex-governador.

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Adriana Ancelmo foi conduzida coercitivamente pela Polícia Federal na Operação Calicute, em 17 de novembro. Ao mandar bloquear os bens da advogada, o juiz Bretas apontou que ‘as investigações relacionaram o nome de Adriana Ancelmo a vários episódios de repasse de dinheiro pelos demais investigados, assim como por empresas relacionadas à investigação’.

“Além do que, foram verificadas algumas atitudes suspeitas na sua atuação como advogada, através do seu escritório de advocacia, motivo pelo qual foi determinada a sua condução coercitiva à Polícia Federal para a prestação de esclarecimentos. Na mesma ocasião, foi determinada a realização de busca e apreensão em seu escritório de advocacia, Ancelmo Advogados”, afirmou.

Segundo o magistrado, ‘a princípio não foi verificada a necessidade de decretação de medidas assecuratórias em face da investigada’.

“No entanto, com o aprofundamento das investigações, foi identificada a participação mais efetiva da investigada Adriana Ancelmo na atividade da suposta organização criminosa. Motivo pelo qual, tornou-se medida necessária a decretação do bloqueio de seus bens imóveis, em especial no que diz respeito à aquisição de grande quantidade de joias de altíssimo valor, normalmente em dinheiro vivo, pela própria investigada ou por interpostas pessoas, nas principais joalherias do Rio de Janeiro”, anotou.

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