A decisão de Vallisney que põe executivos da Gerdau no banco dos réus

A decisão de Vallisney que põe executivos da Gerdau no banco dos réus

Leia por que o juiz da 10.ª Vara Criminal Federal de Brasília recebeu denúncia da Procuradoria da República contra 14 investigados na Operação Zelotes, inclusive dirigentes do grupo empresarial, por suspeita de corrupção em julgamentos do 'Tribunal da Receita'

Fábio Serapião e Beatriz Bulla/BRASÍLIA

01 Novembro 2017 | 03h35

Foto: André Dusek/Estadão

Em três páginas, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, colocou no banco dos réus um grupo de 14 investigados da Operação Zelotes, entre eles executivos do Grupo Gerdau, por suspeita de corrupção em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o ‘Tribunal da Receita’.

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Documento

“Com provas indiciárias robustas para esse juízo inicial, o Ministério Público Federal descreve as condutas de per si da atuação dos agentes públicos participantes da corrupção passiva e suas tratativas, contratos e relacionamentos com os outros denunciados, conforme os detalhes descritos na peça ministerial para o fim de, ilicitamente, favorecer o referido grupo empresarial perante o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, mediante solicitação e oferecimento de vantagens indevidas e, ainda, condutas de ocultação e dissimulação de origem e destino de recursos oriundos dos referidos delitos”, assinalou o juiz Vallisney.

COM A PALAVRA, A GERDAU

“A Gerdau ou qualquer dos executivos mencionados jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a funcionários públicos para que recursos em trâmite no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) fossem ilegalmente julgados em seu favor.”

“Os contratos com as consultorias contratadas para o caso específico, como outros que a Gerdau possui com prestadores de serviço, foram firmados com cláusula que determina absoluto respeito à legalidade, cujo descumprimento acarreta a imediata rescisão.”

“Nenhuma importância foi paga ou repassada a tais consultorias e os contratos foram rescindidos quando os nomes dos prestadores de serviço investigados foram veiculados na imprensa por suspeitas de ações ilícitas.”

“A Gerdau também reitera, como empresa de 116 anos de atuação, que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados, bem como irá defender firmemente, em todas as instâncias processuais, a legitimidade e lisura de seus atos.”

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