‘A corrupção é uma assassina, sorrateira, invisível’, diz procurador da Lava Jato

Deltan Dallagnoll, da força-tarefa do Ministério Público Federal, defende na Câmara o fim da impunidade e pede aprovação do projeto 10 Medidas contra a Corrupção, iniciativa da Procuradoria-Geral da República que recebeu apoio de dois milhões de brasileiros

Valmar Hupsell Filho, Ricardo Brandt e Julia Affonso

22 de junho de 2016 | 19h56

O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato

 

O procurador da República Deltan Dallagnoll, da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse nesta quarta-feira, 22, que ‘a corrupção é uma assassina, sorrateira, invisível e de massa’. Segundo Deltan, “a corrupção é um ‘serial killer’ que se disfarça de buracos nas estradas, em falta de medicamentos”.

O procurador falou a um grupo de deputados na Câmara ao fazer a defesa do 10 Medidas contra a Corrupção, projeto de iniciativa da força-tarefa da Lava Jato que recebeu apoio da Procuradoria-Geral da República e a adesão de dois milhões de brasileiros. O projeto aloja sugestões que podem agilizar a ação do Estado contra o mau uso de recursos públicos.

Deltan disse que todos os anos os malfeitos na administração provocam um rombo de R$ 200 bilhões nos cofres públicos.

“Eu deposito minha esperança de ter uma Justiça que funcione de modo igual e republicano para pobres e ricos”, disse Deltan, que integra a força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato.

Em sua avaliação, uma Justiça igual para todos os cidadãos vai se constituir ‘em um desincentivo à prática da corrupção’.

Deltan Dallagnoll prega ‘punição adequada’ contra os corruptos e corruptores em termos de aplicação de pena.

Aos políticos que o ouviam, o procurador disse que ‘o Congresso pode ajudar no combate à corrupção’.

“É preciso que o Congresso perceba que tem em suas mãos a oportunidade de ouvir mais de dois milhões de pessoas que não querem viver em outro País, mas em outro Brasil.”

Foi aplaudido de pé.

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