A chegada da vacina eleições 2020 para combater a pandemia da covid-19

A chegada da vacina eleições 2020 para combater a pandemia da covid-19

Cléssius Rodrigo Sousa Gomes*

05 de outubro de 2020 | 04h30

Cléssius Rodrigo Sousa Gomes. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

No passado, não tão longínquo, trata-se de março do corrente ano iniciou-se uma corrida desenfreada para o exercício de medidas emergenciais sejam sanitárias, busca pela criação expressiva de leitos de UTIs, compra de respiradores por cifras milionárias, aquisições de materiais como testes rápidos detectores da COVID 19, luvas, máscaras, transformações de estádios de futebol em hospitais improvisados, Quarentena, LOCKDOWN, dentre outras inúmeras tratativas tomadas pelos Poderes Públicos em todo País, quiça no mundo, em prol da tentativa de controlar a disseminação da doença, assim como destinarem cuidados especiais aos que foram acometidos pelo Coronavírus que já atacava países como China de onde a doença surgiu.

O tempo foi passando, faz-se necessário lembrar que as mortes em decorrência da referida doença foram vertiginosamente aumentando evidentemente por conta do desconhecido, ou melhor, o vírus letal que rapidamente atingiu grande parte dos continentes deixando todos atônitos e sem saberem o quê ao certo estava de fato acontecendo com a população mundial.

Entra no jogo pela vida a “World Health Organization (WHO)” ou mais comumente conhecida por Organização Mundial da Saúde (OMS) ante a situação de calamidade pública mundial e situação de extrema emergência em saúde emitindo orientações com base em estudos científicos para todos os países buscando a tomada de decisões estratégicas e delicadas frente a famigerada pandemia em detrimento da população mundial com o fito de serem vencidas as dificuldades impostas pelo Coronavírus.

Fato é que não foram uníssonos em suas orientações ocasionando muitas vezes discordâncias, neste momento ímpar na história da humanidade, onde alguns países receberam com antipatia esses “ditames” chegando a repudiar tais orientações ou até mesmo indo na contramão das mesmas.

Um ponto notório é que são difundidos estudos científicos feitos por inúmeros cientistas que independente do país de origem buscam incessantemente conhecer melhor a COVID 19, suas causas, consequências, e, sobretudo acompanham o desenvolvimento de uma vacina que sirva para frear os contágios e, consequentemente, mortes por todo mundo.

Com o adiantar dos meses os percalços impostos aos cidadãos só aumentaram, vez que foram obrigados a ficarem “enclausurados” em suas próprias residências sem poderem ir aos seus trabalhos, levarem filhos aos colégios, se exercitarem, privados de visitarem os próprios pais, avós, parentes e amigos em geral, trazendo uma série de desafios além dos causados pela doença em questão, ou melhor, a população teve que evoluir décadas em poucos meses no tocante a busca emergencial por novas formas de execução de suas atividades diárias, aulas, reuniões ou até mesmo encontros com familiares em ambientes virtuais evitando assim os contatos físicos e, sobretudo, respeitando o isolamento social compulsório, exceto aos respeitáveis profissionais que atuaram e atuam bravamente no fronte contra essa doença invisível, silenciosa, todavia muito letal.

Em jornal televisivo de abrangência nacional foi ventilado recentemente o alcance da triste marca de 1.000.000 de pessoas no mundo que perderam suas vidas em decorrência da COVID 19.

Para muitos o indicador não é expressivo, isto é, podem falar que tal marca é pequena por ser no mundo todo, contudo é preciso enaltecer que o número se aproxima da população total de países como Chipre que atualmente gira em torno de 1.233.791 habitantes¹, ou seja, como se praticamente todo o país fosse dizimado ou ainda se a população total de vários países simplesmente desaparecesse ao mesmo tempo como por exemplo: Vaticano, Mônaco, Nauru, Tuvalu, San Marino, Liechtenstein, Ilhas Marshall, Maldivas, dentre outros.

Todo o exposto é para que seja forçosamente chamada a atenção para o que muitos membros dos Poderes Públicos estão fazendo nos dias atuais, sobretudo os que se afastaram de suas funções para se candidatarem nas eleições vindouras buscando suas vagas incessantemente, ou melhor, com a abertura da caça aos votos em terras tupiniquins vê-se os mais diversos absurdos diuturnamente, ou melhor, parece que a pandemia simplesmente acabou…

Começaram as passeatas, proibidas por gerarem aglomerações, contatos dos candidatos sem o uso obrigatório de máscaras com seus eleitores através de visitas aos bairros, comícios, dentre outras aberrações que são veiculadas em jornais diariamente.

Será que a pandemia realmente acabou ou os cidadãos estão sendo feitos de marionetes por seus governos em detrimento de uma pandemia “ilusória”?

Triste saber e ver que muitas vidas foram e estão sendo ceifadas diariamente por esta malfadada pandemia, porém muitos parecem que vivem como se não existisse o amanhã e o pior como se a COVID 19 não passasse de uma simples virose como alguns relatam.

O que é sabediço é que tais restrições impostas pelos governos de todo o País em nome da segurança da população para que não se contaminem levaram muitas empresas a bancarrota e muitos cidadãos perderam seus empregos dificultando ainda mais a convivência com a COVID 19 tendo muitos chefes de famílias, homens ou mulheres, que se sujeitarem a trabalhos alternativos em detrimento da manutenção dos familiares.

Seis meses de pandemia se passaram, muitas vidas arrebatadas, entretanto diante das dificuldades enfrentadas por conta deste pandemônio que agravou por demais a crise econômica do Brasil fica o cidadão menos informado ou instruído nas mãos da antiga política, também conhecida com a do voto de cabresto que perpassam os tempos e culturalmente transferem-se aos seus para que jamais deixem ou se afastem do poder.

Em síntese, fica a população “exposta” a mais uma eleição onde todos devem exercer o poder do escrutínio, assegurado pela Carta Magna, em busca de uma luz no fim do túnel ou uma tentativa cada vez mais exígua de escolherem governantes que trabalhem em favoneio do povo e não tão somente para satisfazerem seus anseios como tem sido escancaradamente demonstrado pela mídia nacional onde muitos estão sendo processados, presos, com mandatos em iminência de serem cassados pelo uso indevido do dinheiro público que vergonhosamente se aproveitaram de uma situação pandêmica para se locupletarem.

*Cléssius Rodrigo Sousa Gomes, advogado com LLM em Direito Corporativo pela FGV-RJ e especialista em Direito Imobiliário pela Universidade de Fortaleza/CE – UNIFOR. Membro associado ao IBRADIM (Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário), participante da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/CE e integrante da Comissão de Direito Condominial da OAB/CE

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