A acusação que coloca o presidente do Bradesco no banco dos réus

A acusação que coloca o presidente do Bradesco no banco dos réus

Dez investigados foram denunciados pela força-tarefa do Ministério Público Federal, na Operação Zelotes, por corrupção ativa e passiva

Redação

28 de julho de 2016 | 18h38

Luiz Carlos Trabuco. Foto: Clayton de Souza/AE

Luiz Carlos Trabuco. Foto: Clayton de Souza/AE

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça dez investigados por corrupção ativa e passiva. O grupo formado por empresários, advogados, servidores públicos e intermediários é acusado de atuar na defesa de interesses do Banco Bradesco junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) onde a instituição bancária tentou, em 2014, se livrar de uma cobrança de aproximadamente R$3 bilhões.

A Justiça aceitou a denúncia. Agora são réus o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi e outros três diretores da empresa. Também integram a lista, o auditor da Receita Federal, Eduardo Cerqueira Leite, apontado como a pessoa que propôs a contratação dos “serviços” irregulares à cúpula do banco.

Documento

A acusação tem 65 páginas e foi elaborada a partir do trabalho realizado pela força-tarefa que, além do Ministério Público Federal tem a presença da Polícia Federal, da Receita e da Corregedoria do Ministério da Fazenda. No documento encaminhado à Justiça, os procuradores da República revelaram ainda a descoberta de provas de que a relação entre o grupo empresarial e os integrantes do esquema criminoso não se restringiu à atuação junto ao Carf. As irregularidades, afirma o MPF, também ocorreram na Delegacia Especial de Instituições Financeiras, em São Paulo (Deinf/SP). Por isso, os autores da denúncia já se manifestaram pelo declínio de competência em relação a esses casos específicos, que teriam ocorrido ao longo dos últimos 13 anos.

QUEM SÃO OS ACUSADOS:

Jorge Victor Rodrigues praticou o crime do art. 317, § 1° c/c art. 29 do Código Penal;

Jeferson Salazar praticou o crime do art. 317, § 1° c/c art. 29 do Código Penal;

Mário Pagnozzi Júnior praticou o crime do art. 317, § 1° c/c art. 29 do Código Penal;

José Teruji Tamazato praticou o crime do art. 317, § 1° c/c art. 29 do Código Penal;

Eduardo Cerqueira Leite praticou o crime do art. 317, § 1° do Código Penal;

Lutero Fernandes do Nascimento praticou o crime do art. 317, § 1° do Código Penal;

Luiz Carlos Angelotti praticou o crime do art. 333, parágrafo único do Código Penal;

Domingos Figueiredo de Abreu praticou o crime do art. 333, parágrafo único do Código Penal;

Luiz Carlos Trabucco Cappi praticou o crime do art. 333, parágrafo único do Código Penal;

Mário Teixeira Júnior praticou o crime do art. 333, parágrafo único do Código Penal;

COM A PALAVRA, O BANCO BRADESCO

“O Bradesco reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes e, em respeito ao rito processual, apresentará oportunamente seus argumentos ao Poder Judiciário.”

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