5 erros que cometemos na hora de fazer uma boa limpeza

5 erros que cometemos na hora de fazer uma boa limpeza

Vinicius Meneguin*

03 de agosto de 2021 | 03h00

Vinicius Meneguin. FOTO: DIVULGAÇÃO

A limpeza ganhou um significado diferente desde que a pandemia de Covid-19 mudou os hábitos da população. O ato de limpar ganhou um peso ainda maior, principalmente por ser uma das formas de prevenção do vírus Sars-Cov-2 antes da vacina. Mas engana-se quem pensa que sabão e água – ou até mesmo álcool – são os únicos agentes suficientes para higiene.

Entre os principais erros cometidos na hora de fazer uma boa limpeza está a aplicação do produto concentrado sem fazer a diluição correta. Isso porque, além de ser mais econômico ao evitar desperdícios, garante mais eficácia e segurança na atuação, se diluído da maneira certa. Para isso, leia sempre o rótulo. É nele que você encontrará todas as informações sobre a proporção correta de diluição para cada tipo de solução.

O mesmo equívoco ocorre ao aplicar o item em superfície seca. A ação pode danificar a peça ou objeto que está recebendo a fórmula. O ideal é trabalhar também com água para que a limpeza ocorra de forma adequada e, claro, procurar saber antes se a superfície é lavável – para que você possa recorrer a um produto a seco, se necessário. Vale lembrar ainda que jamais se deve deixar a solução secar naturalmente. Após a aplicação, a remoção deve ser feita para, mais uma vez, evitar quaisquer danos.

A verdade é que uma boa higienização tem a ver com a qualidade e também com a maneira de utilização. Um bom produto aplicado de modo incorreto, por exemplo, pode não ter o efeito esperado. Assim com um produto que não tem uma qualidade tão boa, mesmo aplicando do jeito certo, pode não ser tão eficaz. Por isso, se atentar ao tempo de ação e composição são etapas importantes deste processo. Afinal, itens de limpeza e higienização são compostos químicos, testados e preparados para situações e materiais específicos. Ficar ciente sobre possíveis reações e alergias, bem como aos efeitos indesejados, é essencial para garantir um bom cuidado e eficácia.

Consequentemente, fica nítido o risco de misturar produtos. Menos é mais, portanto, deve-se aplicar somente o que for necessário para a limpeza da peça ou objeto, de acordo com sua superfície. Caso seja preciso usar o item em um material diferente, teste em uma pequena parte antes. E vale o lembrete: ambiente perfumado não significa espaço limpo. Atente-se ao uso de composições cuja função é apenas aromatizar, não desinfetar. Higienização é a limpeza somada à desinfecção. E os riscos de não se fazê-la corretamente podem ir além de um espaço sujo. O acúmulo de sujeira e a contaminação expõem as pessoas que frequentam o ambiente.

Por último, mas não menos importante, a frequência também é um fator essencial. A periodicidade vai depender do local, seja ele aberto ou fechado, e da facilidade para acumular sujeiras. Se for um lugar mais arejado, onde há muita luz solar e pouco tráfego de pessoas em contato com superfícies, o risco de proliferação de microrganismos é menor do que o de corrimões – que, mesmo estando um espaço mais amplo, são tocados o tempo todo por pessoas que descem e sobem as escadas. No entanto, se for um local fechado, com menos luminosidade e mais movimentação ou utilização constante de instrumentos, é importante fazer a desinfecção com a maior periodicidade possível.

Dessa forma, seguindo cada passo de acordo com as instruções, é possível garantir não só a limpeza do espaço como também a proteção contra vírus e bactérias.

*Vinicius Meneguin é gerente comercial da rede de lojas start shop

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