5 dicas de como manter a higienização dentro do hospital

5 dicas de como manter a higienização dentro do hospital

Fábio Aguiar*

14 de junho de 2021 | 04h15

Fábio Aguiar. FOTO: DIVULGAÇÃO

Embora até́ o momento não haja evidências de que o Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19) possa ser transmitido pelos alimentos, considera-se fundamental a atenção as Boas Práticas de Fabricação e de Manipulação de Alimentos dentro dos serviços de saúde, de forma a garantir a entrega de alimentos seguros a todos os pacientes internados.

Ao avaliar esse risco em outras pandemias causadas por vírus da mesma família, a Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority – EFSA) concluiu que não houve esse tipo de transmissão.

O novo coronavírus é muito sensível ao detergente ou sabão e à temperatura quente (acima de 45oC), o que reforça todos os cuidados já adotados na higienização dos espaços de produção e manipulação de alimentos para pacientes internados e funcionários, desde épocas pré-covid.

Para reforçar os protocolos de segurança alimentar e reduzir os riscos de infecção dentro dos estabelecimentos de saúde, as boas práticas de fabricação e de manipulação de alimentos ganham ainda mais relevância nesse contexto.

  1. Cuidados com o recebimento dos alimentos

É preciso garantir que o entregador esteja usando máscara e que realize a higienização das mãos, sempre respeitando o distanciamento de pelo menos 1 metro das outras pessoas envolvidas.

Também é primordial que os alimentos sejam armazenados sobre paletes ou em prateleiras e sem as embalagens secundárias. As embalagens primárias devem ser desinfetadas com perfex e solução clorada 0,2 à 0,5% (01 copo de 200ml para cada litro de água) antes de liberar para o estoque.

  1. Detalhes com a limpeza do ambiente de produção

As instalações, equipamentos, móveis e utensilios devem ser diariamente higienizados a cada início de uma atividade a cada hora e após as finalizações das atividades, com solução clorada ou álcool à 70%. É importante que a limpeza comece sempre dos lugares mais altos para os mais baixos.

Não se deve utilizar panos de chão, bem como não varrer a seco. Pisos, paredes e tetos devem ser limpos com equipamentos próprios utilizando solução clorada à 0,5 %, caso não haja produto especifico, determinado pelo CCIH (comissão de controle de infecção hospitalar). Maçanetas, portas, refrigeradores, freezers, carrinhos, corrimão, etc., devem ser higienizados diariamente com pano perfex e solução clorada 0,5 % ou álcool à 70%

  1. Atenção especial aos utensílios individuais

Os utensílios utilizados pelos pacientes como talheres, bules, xícaras e etc devem ser higienizados sempre por uma máquina de lavar (temperatura entre 55oC ou 65oC) ou manualmente, com uso de esponja, detergente neutro, solução clorada por 15 minutos em molho, enxague e finalizado com borrifadas de álcool à 70%.

  1. Organização dos espaços nas cozinhas e copas hospitalares

Os balcões de apoio e de distribuição devem ser higienizados a cada 15 minutos. É preciso manter os utensílios cobertos e protegidos em local adequado, e preservar os utensílios em embalagens individuais.

Além disso, ao retirar os resíduos da cozinha recomenda-se utilizar um fluxo diferente do local de recebimento de mercadorias e, caso não seja possível, que respeite um fluxo de horário diferente, finalizando sempre com a higienização do local após a retirada dos mesmos.

  1. Higiene dos funcionários

É preciso reforçar a higiene de todos os colaboradores envolvidos. Isso inclui manter as unhas limpas, curtas e sem esmaltes, não utilizar maquiagens, usar sempre o uniforme completo e os EPI’s (equipamentos de proteção individual) requeridos para cada atividade, devidamente limpos e desinfetados.

Soma-se a isso a orientação de sempre utilizar o álcool em gel e lavar de mãos (ao chegar e sair do trabalho, antes de preparar os alimentos, após usar o banheiro, mexer com lixo e restos de alimentos, manusear a máscara, antes e após as refeições, resumindo, todas as vezes que mudar uma atividade).

*Fábio Aguiar é fundador e CEO da Ufa Hospitalar

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