‘40% para cada partido e 10% para Delfim’

Leia o relatório em que a Polícia Federal pede buscas e bloqueio de bens do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto

Luiz Vassallo

11 Março 2018 | 05h00

O juiz federal Sérgio Moro ordenou o bloqueio de R$ 4,4 milhões do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, do milagre econômico da ditadura militar. O valor é referente a uma parte da propina total de R$ 15 milhões que teria sido destinada a Delfim nas obras da usina de Belo Monte.

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Na mesma decisão, o magistrado autorizou a deflagração da Operação Buona Fortuna, fase 49 da Lava Jato, em que a Polícia Federal e a Procuradoria da República deflagraram  buscas na residência e no escritório do ex-ministro em São Paulo.

Ao representar pelas buscas, a força-tarefa da Lava Jato deu conta de que ‘as vantagens indevidas passaram a ser rateadas também com Antônio Delfim Netto, por sua atuação na formação do Consórcio Norte Energia’.

“Daí em diante, em vez de o 1% dos valores contratuais ser dividido 50% para o PT e 50% para o PMDB, passaram a ser destinados 45% para cada partido e 10% para Antônio Delfim”, afirma a força-tarefa.