Polícia investiga agressões a aluna trans e briga generalizada em escola estadual na Grande São Paulo

Polícia investiga agressões a aluna trans e briga generalizada em escola estadual na Grande São Paulo

Confusão aconteceu na última quarta-feira, 9, em Mogi das Cruzes, depois que estudante se irritou por ter sido tratada pelo pronome masculino; veja as cenas de violência

Jayanne Rodrigues

11 de fevereiro de 2022 | 06h00

Atualizada às 10h46

A aluna trans foi agredida com socos e chutes. FOTO: DIVULGAÇÃO/ INTERNET

Estudantes agrediram uma aluna trans em uma escola da rede pública da Grande São Paulo após ela se irritar por ter sido tratada pelo pronome masculino. Nervosa, ela chutou uma cadeira, inicialmente.  A confusão aconteceu na última quarta-feira, 9, na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco em Mogi das Cruzes, na região leste. Em um dos vídeos divulgados nas redes sociais, a menina força a entrada em uma sala de aula e dá vários pontapés em uma mesa, em seguida, ela se retira da classe.

Enquanto isso, o corredor da escola fica tomado por um tumulto de gritos e aglomerado de pessoas. Os estudantes se empurram entre si e a briga generalizada começa. Quando a aluna trans cruza a porta da sala, é golpeada diversas vezes por um menino. Neste momento, as imagens mostram que funcionários da instituição tentam criar um cordão humano para impedir a passagem dos jovens pelo saguão. 

A menina, visivelmente debilitada, é amparada por alguns servidores do colégio. Nesta semana, outro vídeo compartilhado na internet, revelou que essa não é a única briga registrada na escola nos últimos dias. Hoje, completou sete dias do retorno às aulas no Estado de São Paulo. 

COM A PALAVRA, A SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO

“O caso foi registrado como lesão corporal, nesta quinta-feira (10), pelo 2º DP de Mogi das Cruzes. Duas representantes da instituição de ensino prestaram depoimento e a autoridade policial realizará a oitiva de todas as partes envolvidas. As diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. Outros detalhes serão preservados para garantir autonomia ao trabalho policial.”

COM A PALAVRA, A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc- SP) repudia toda e qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar. A Diretoria de Ensino (DE) de Mogi das Cruzes esclarece que o episódio ocorrido na última quarta-feira (9) na EE Galdino Pinheiro Franco foi pontual. Assim que tomou conhecimento, a direção da escola tomou as devidas providências e registrou Boletim de Ocorrência. O caso seguirá sendo apurado pela Pasta, assim como pela DE e pela direção da escola, para uma conclusão assertiva.

A equipe do Conviva, programa de convivência e segurança da Seduc-SP, foi acionada para dar suporte à comunidade escolar e um representante esteve na escola ontem e hoje. O caso foi registrado no Placon, sistema do programa que tem como principal objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual.”

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