2019: um ano de retomada de crescimento

2019: um ano de retomada de crescimento

Abraham Curi*

27 de janeiro de 2019 | 04h00

Abraham Curi. FOTO: DIVULGAÇÃO

2018 foi marcado por grandes incertezas, com o Brasil navegando em águas turvas na tentativa de deixar a crise político-econômica para trás e voltar a crescer. Encerrado o ano, o que existe é uma grande confiança de que o País encontrará estabilidade e retomará o caminho do desenvolvimento em 2019. E as projeções para este ano que se iniciou sustentam este otimismo.

Até o fim do terceiro trimestre de 2018, o PIB brasileiro acumulava aumento de 1,1% (em 2017, ficou em 1%), com Indústria e Serviços registrando crescimento de 0,9% e 1,4%, respectivamente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. E a estimativa é de que o indicador fique na casa de 1,3% em 2018, de acordo com as projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Para 2019, o IPEA ainda prevê um crescimento de 2,7% do PIB, puxado, principalmente, pelos setores da indústria e de serviços, novamente.

Essa retomada de crescimento já começa a ser sentida em vários setores. E vale ressaltar que o Índice de Confiança Empresarial (ICE), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, subiu 1,0 ponto em dezembro de 2018 quando comparado ao mês anterior, alcançando 95,9 pontos, o maior patamar desde março de 2014.

Um dos mercados que já vem apresentando melhora e deve se expandir ainda mais neste ano é o de energia temporária, embalado pela melhora em segmentos como o varejo, indústria, infraestrutura, óleo & gás e saneamento. Todos estes setores já se beneficiam do uso de energia temporária e com a recuperação da economia, a demanda por esse tipo de insumo deve aumentar.

As vendas do varejo ampliado (que inclui os ramos de atividades automotivo e de materiais de construção), por exemplo, devem crescer 5,2% em 2019, segundo projeções da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Seja no e-commerce ou nas lojas físicas, o aumento das vendas gera, automaticamente, uma demanda maior por energia elétrica. Dessa forma, é preciso ter um plano de contingência, com a utilização de energia temporária, para que possíveis quedas de energia não afetem negativamente os negócios.

A área de infraestrutura também deve impactar positivamente o mercado de energia temporária, especialmente com a retomada de projetos que até então estavam parados. A expectativa de que o governo de Jair Bolsonaro mantenha o que foi definido anteriormente pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e notícias, como a de que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comprometeu-se a liberar investimentos para o setor, elevam ainda mais a perspectiva positiva para o mercado como um todo.

Estes foram apenas dois exemplos de como o negócio de energia temporária será influenciado pelo desenvolvimento dos demais setores econômicos. Claro, que muito das expectativas e projeções de crescimento dependem da concretização de projetos do novo governo. Mas, ainda assim, 2019 será muito melhor do que foi vivido nos anos anteriores.

*Abraham Curi é CEO da Tecnogera Geradores

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