10 dicas da Defensoria para você não ter dor de cabeça na Black Friday

10 dicas da Defensoria para você não ter dor de cabeça na Black Friday

Não compre por impulso, estipule um limite de gastos para não ter problemas financeiros no futuro, preste atenção nos preços mesmo antes da liquidação, veja quanto um produto custa normalmente, evite cair em um falso desconto, o famoso 'metade do dobro'

Redação

21 Novembro 2018 | 19h31

A iniciativa é ajudar consumidores a identificar varejistas com menor risco de sustos com os produtos e serviços entregues Foto: Alex Silva/Estadão

Os Defensores Públicos em São Paulo Luiz Fernando Baby Miranda e Estela Waksberg Guerrini listaram 10 dicas para você não ter dor de cabeça na Black Friday, a liquidação que ocorre após a quarta quinta-feira do mês de novembro, um dia depois do feriado americano de ‘ação de graças’. O evento marca o início da temporada de compras natalinas, onde diversas redes de lojas oferecem descontos. O evento começou nos Estados Unidos e logo se difundiu para outros países.

As informações foram divulgadas pela Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa da Densoria Pública do Estado de São Paulo.

No Brasil a data não é regulamentada, ou seja, não há controle a respeito dos dias, duração do evento e os descontos a serem praticados pelas lojas, o que causa diversos problemas ao consumidor, alertam Baby Miranda e Estela Guerrini.

De acordo com pesquisa feita pelo Reclame Aqui, 51% dos compradores não confiam nos descontos praticados durante o evento.

Para aproveitar a Black Friday, os Defensores compartilharam 10 dicas para as compras:

1) Não compre por impulso. Estipule um limite de gastos para não ter problemas financeiros no futuro.

2) Preste atenção nos preços mesmo antes da Black Friday. Saber quanto um produto custa normalmente evita cair em um falso desconto (o famoso ‘metade do dobro’).

3) Tenha cuidado com o dispositivo utilizado para fazer compras pela internet. Evite o uso de computadores públicos ou pouco confiáveis, e sempre cheque se o computador particular não está infectado com vírus.

4) Sempre tenha certeza de que o site em que está fazendo suas compras possui boa reputação. Veja o histórico da loja eletrônica e procure avaliações já feitas por outros consumidores.

5) O consumidor também deve verificar se o site onde irá efetuar sua compra possui um fornecedor reconhecido. Muitas vezes a loja onde se faz a compra apenas terceiriza a venda e, neste caso, é recomendável conferir também a idoneidade do fornecedor. Legalmente, ambos são responsáveis pela venda.

6) Escolha senhas fortes e inteligentes na hora que for fazer o seu cadastro (data de aniversário, nome do cliente ou de pessoas próximas e números sequenciais não costumam ser boa ideia).

7) A Defensoria Pública de São Paulo disponibilizou uma cartilha sobre comércio eletrônico produzida pelo Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos do Consumidor da Defensoria. Uma delas é sempre checar o protocolo SSL do site. Isso pode ser verificado na barra de endereços do navegador com o ícone do cadeado. Se estiver verde, a conexão é segura. Veja se há erros de português ou imagens com baixa qualidade, pois isso pode ser um sinal de que os produtos vendidos sejam falsos. Verifique se o endereço do site que aparece no navegador é o mesmo que foi clicado.

8) O Código de Defesa do Consumidor estipula que o cliente tem 7 dias corridos a partir do recebimento do produto para desistir da compra, 90 dias para reclamar do produto, 30 dias para reclamar do produto de consumo imediato e 5 anos para denunciar eventuais acidentes causados pelo produto.

9) Registre todas as transações, guardando uma cópia da nota fiscal e do número de pedido ou número de protocolo.

10) Por último, é interessante verificar se os produtos são mesmo parte das promoções da Black Friday, porque muitos deles não integram nas promoções do evento.