’02’ em ação, pela defesa do pai Bolsonaro

’02’ em ação, pela defesa do pai Bolsonaro

Vereador Carlos Bolsonaro (PSC) publicou, em suas redes sociais, vídeo de um computador supostamente da portaria do condomínio onde residem, no Rio

Luiz Vassallo

30 de outubro de 2019 | 16h18

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) publicou, em suas redes sociais, um vídeo de um computador supostamente da portaria do condomínio onde residem ele, seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o sargento da Reserva da PM Ronie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela Anderson Gomes.

’02’ exibe na tela as ligações do interfone do porteiro para condôminos no dia do assassinato da parlamentar, e, segundo ele, não houve contatos com a casa 58, do presidente.

Reprodução

Ele divulga áudio de uma chamada do porteiro em que um ‘Elcio’ é autorizado por alguém na casa 65, de propriedade de Lessa, a entrar no condomínio.

Ronie Lessa e Elcio Queiroz são acusados de, no mesmo dia, matar a vereadora e seu motorista Anderson Gomes. Não há no horário ligação para a casa 58, que pertence ao presidente – mas sim às 15h58.

“Vocês podem ver que nem antes nem depois houve tentativa de contato com a casa de Jair Bolsonaro”, afirma Carlos.

Uma reportagem do Jornal Nacional, exibida nesta terça, 29, mostrou que o ex-policial militar Elcio Queiroz teria estado no condomínio poucas horas antes do crime. Na portaria, ele teria dito que ia até a casa do ‘Jair’, supostamente o então deputado Jair Bolsonaro.

No entanto, registros da Câmara e publicações nas redes sociais do presidente mostram que ele estava em Brasília naquela data.

O caso foi levado pelo Ministério Público do Rio ao Supremo Tribunal Federal.

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