Eleitor pode, sim, votar para apenas um cargo, ao contrário do que diz mensagem no WhatsApp

Eleitor pode, sim, votar para apenas um cargo, ao contrário do que diz mensagem no WhatsApp

Corrente diz que voto é considerado 'parcial' se eleitor votar apenas para presidente, o que é falso

Alessandra Monnerat

09 de maio de 2022 | 15h52

Votar apenas para presidente não faz com que o voto seja anulado, ao contrário do que afirma uma corrente que voltou a circular no WhatsApp. Uma mensagem diz que o voto será considerado “parcial” e não será contabilizado se um eleitor escolher o candidato em somente um cargo, votando em branco para os demais. Isso é falso, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Leitores enviaram a mensagem para o WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 97683-7490.

Nova urna eletrônica – TSE. Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE.em 13.12.2021

O eleitor pode sim votar apenas para presidente e anular o restante dos votos, como esclareceu o TSE em 2018, quando a corrente falsa começou a circular. Nesse caso, somente a escolha para presidente será contabilizada nos votos válidos. “Votos brancos e nulos são computados para fins estatísticos, mas não são considerados votos válidos”, explicou o Tribunal.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) explicou nesta segunda-feira, 9, que o “voto parcial” citado na corrente de WhatsApp é uma “modalidade de votação que inexiste no sistema eleitoral brasileiro”. “A urna eletrônica contabiliza de forma independente o voto digitado em cada cargo eletivo, mesmo quando exista um único voto válido, como determina o artigo 61 da Lei 9.504, a Lei das Eleições”, informou o Tribunal.

Neste ano, estão em disputa cinco cargos: deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. “O voto em cada cargo em disputa, portanto, poderá ser realizado segundo a consciência de cada eleitora ou eleitor, sem restrições como a sugerida pela desinformação”, comunicou o TRE-RJ.

O Estadão Verifica já havia publicado uma checagem sobre este assunto em 2018, em parceria com o Projeto Comprova. 

 

Tudo o que sabemos sobre:

eleições 2022fake news [notícia falsa]

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.