Volta a circular imagem manipulada de protesto da CUT

Volta a circular imagem manipulada de protesto da CUT

Cartaz onde se lê ‘Não me obriguem a trabalhar’ foi alterado digitalmente

Pedro Prata

23 de fevereiro de 2021 | 11h38

Voltou a viralizar nas redes sociais uma foto modificada digitalmente de um protesto da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A imagem tem um cartaz onde se lê “Não me obriguem a trabalhar”, mas trata-se de montagem para atacar a entidade de representação sindical. Esta peça de desinformação circulou em 2019, mas ganhou impulso novamente e já foi compartilhada mais de 10,9 mil vezes no Facebook neste ano.

Imagem foi alterada digitalmente. Foto: Reprodução

A foto original mostra que a faixa dizia “Não mexa nos meus direitos”. O registro mais antigo encontrado no Google é do site da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP em 13 de fevereiro de 2015. O crédito é de Viviane Barbosa, da Mídia Consulte, uma empresa de marketing político e sindical.

Para fazer esta checagem, o Estadão Verifica utilizou o mecanismo de busca reversa do Google. Ele permite identificar as diferentes situações em que uma imagem foi postada na internet.

Este conteúdo também foi checado por Agência Lupa e AFP Checamos.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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