Vítima de latrocínio não era pai de aluna de escola em Suzano
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Vítima de latrocínio não era pai de aluna de escola em Suzano

Morte de segurança particular tem sido falsamente vinculada a massacre da Grande SP

Tulio Kruse

21 de março de 2019 | 16h23

Atualizada às 11h11 do dia 22/03 para corrigir informação sobre nome do shopping.

A morte de um segurança particular, vítima de um latrocínio na última sexta-feira, 15, tem sido falsamente vinculada com o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Segundo uma versão que circulou, o segurança particular assassinado seria pai de uma sobrevivente do ataque à escola.

O Estado apurou que, embora o crime realmente tenha ocorrido, a vítima não tem grau de parentesco com nenhum aluno da escola em Suzano. A reportagem conversou com duas mães de alunos e um professor da E. E. Raul Brasil. Eles disseram que não conheciam a vítima e que o parentesco com estudantes provavelmente era falsa. Além disso, uma das primeiras páginas que relacionaram a vítima com a escola, no Facebook, divulgou um desmentido posteriormente.

Maurício Martins dos Santos, de 38 anos, foi morto enquanto trabalhava na segurança do Shopping Metrô Itaquera, na zona leste da capital, após ser assaltado por três homens por volta das 17h da última sexta. Um deles estava armado, e baleou o segurança após um dos comparsas trocar socos com a vítima. Eles roubaram o revólver de Maurício e fugiram.

Fachada do Shopping Itaquera. Foto: Reprodução/Google Maps.

Gustavo Santos da Silva, de 22 anos, Wesley Lima, de 20, e Marcos Henrique Nakamura, de 24 – que teria disparado contra o segurança, segundo a polícia – foram identificados pelos próprios familiares nas imagens das câmeras de segurança. Até a tarde desta quarta, 20, eles ainda estavam foragidos. O caso é investigado pelo 65º Distrito Policial, em Artur Alvim.

Informações falsas davam conta de que a vítima teria levado sua filha ao psicólogo no mesmo dia, após a tragédia em Suzano, e que ele teria alterado seu horário de trabalho por conta disso. Essas informações foram posteriormente desmentidas.

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