Vídeo que mostra grupo pró-Bolsonaro é retirado de contexto para mostrar falsa manifestação anti-Lula
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Vídeo que mostra grupo pró-Bolsonaro é retirado de contexto para mostrar falsa manifestação anti-Lula

Gravação que cita 'expulsão' do petista foi feita durante visita do atual presidente a um centro de compras, em Brasília

Tiago Aguiar

13 de fevereiro de 2020 | 21h23

Não é verdade que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido hostilizado e expulso de um centro de compras em Brasília. Um vídeo com o título falso alcançou mais de 200 mil visualizações no YouTube e também circula no Facebook. A gravação foi feita, na verdade, quando o presidente Jair Bolsonaro visitou o local, no dia 4 de dezembro do ano passado.

Na ocasião, o presidente fez a visita fora de sua agenda pública para almoçar pastéis e tirar fotos com apoiadores. A presença de Bolsonaro causou tumulto e foi transmitida na sua página do Facebook. Os gritos de “Lula na Cadeia” foram feitos no momento em que o presidente já se retirava do local.

Boatos que sugerem a expulsão de Lula de espaços públicos são frequentes. O Estadão Verifica já fez verificação semelhante sobre um vídeo gravado em um restaurante em Natal, no Rio Grande do Norte, em 2017.

Este conteúdo também foi verificado pelo Boatos.org.

Vídeo que circula nas redes sociais.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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