Vídeo de médicos dançando em Israel não tem relação com controle de casos de covid-19
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Vídeo de médicos dançando em Israel não tem relação com controle de casos de covid-19

Na gravação, profissionais de saúde dançam em comemoração ao dia da independência de Jerusalém

Estadão Verifica

25 de junho de 2020 | 16h20

Circula nas redes sociais um vídeo em que enfermeiros e médicos dançam e levantam as mãos para o alto, em meio a macas de um hospital. A legenda que acompanha uma publicação no Facebook afirma que os profissionais de saúde são de Israel e que estariam “comemorando ter zerado os pacientes do vírus“, mas isso não é verdade.

O vídeo, na realidade, foi publicado na página do hospital Shaare Zedeck Medical Center Jerusalem no dia 29 de abril deste ano, com esta legenda em inglês: “A equipe do nosso Centro Integrado de Cardiologia incentiva todos a se exercitarem e a fazerem o coração sorrir e sorrir! Desejando boa saúde a todos”. A postagem também faz referência ao Dia da Independência de Jerusalém: “Feliz Yom Haatzmaut!”.

The staff of our Integrated Heart Center encourages everyone to be sure to exercise and get their heart going and smile! Wishing everyone much good health!Happy Yom Haatzmaut!#YomHaatzmaut

Publicado por ‎Shaare Zedek Medical Center Jerusalem / המרכז הרפואי שערי צדק‎ em Quarta-feira, 29 de abril de 2020

O hospital também postou o mesmo vídeo, com legenda em hebraico, no qual recomenda a dança como benefício à saúde. “Um corpo em movimento melhora a atividade cardíaca”, diz o post.

Segundo o painel da Universidade Johns Hopkins, Israel soma 22,4 mil casos confirmados de infecção por covid-19 e 309 mortes. Ainda em março, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou medidas de distanciamento social para conter a disseminação do vírus. Os israelenses só poderiam sair para o indispensável — caso contrário, estariam sujeitos a multas. Em abril, Netanyahu relaxou algumas medidas de quarentena e depois as revogou. 

Uma checagem similar também foi feita pela Agência Lupa, no dia 6 de maio. À época, havia registro de diminuição nos casos de internação dos casos de covid-19 no país do Oriente Médio, o que fez algumas unidades de saúde desativarem alas exclusivas aos pacientes infectados pelo novo coronavírus. A medida, entretanto, não é a indicada pelo Ministério de Saúde de Israel.

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