Vídeo de destruição de postes de energia é de 2017, e não de apagão no Amapá
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Vídeo de destruição de postes de energia é de 2017, e não de apagão no Amapá

Imagens feitas na Bahia circulam fora de contexto para atacar o Movimento dos Sem Terra, que não tem qualquer relação com o vídeo

Pedro Prata

27 de novembro de 2020 | 18h59

Um vídeo de agricultores causando estragos à instalação elétrica de uma empresa no interior da Bahia circula fora de contexto nas redes sociais. A peça é compartilhada com legendas falsas que afirmam se tratar de “militantes do MST destruindo uma estação de transmissão no Amapá”. Na verdade, o vídeo é de 2017 e não tem relação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Essa alegação falsa foi enviada por leitores ao WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 97683-7490, para checagem.

Imagem foi gravada na Bahia e não mostra militantes do MST. Foto: Reprodução

O vídeo mostra uma multidão comemorando enquanto destrói postes da rede de energia. Por meio do mecanismo de busca reversa do Google, foi possível identificar que as imagens foram veiculadas no Jornal Nacional, da Rede Globo, em 7 de novembro de 2017.

O grupo que aparece nas imagens é de agricultores da região do Rio Arrojado, pertencente à Bacia do Rio São Francisco. Eles invadiram a fazenda da empresa Lavoura e Pecuária Igarashi LTDA depois que a companhia implantou um novo sistema de irrigação. Segundo os agricultores, a instalação diminuiu o volume de água no leito do rio.

Não é a primeira vez que o vídeo é utilizado fora de contexto em boatos. Um mês após o ocorrido, a Revista Veja identificou que a gravação circulava nas redes sociais como se tivesse sido feita no Rio Grande do Sul. Assim como agora, as postagens responsabilizavam o MST pela destruição, informação desmentida pela revista.

Em novembro deste ano, um incêndio em um transformador da empresa Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) deixou 207 mil pessoas sem energia elétrica por 21 dias. O Movimento dos Sem Terra não possui qualquer envolvimento no caso.

Este conteúdo também foi checado pela Agência Lupa.

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