Vídeo de desembargador com Toffoli é usado para ‘denunciar’ falso complô
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Vídeo de desembargador com Toffoli é usado para ‘denunciar’ falso complô

Walter Piva Rodrigues, ex-professor do ministro, é falsamente identificado como o jornalista americano Glenn Greenwald

Paulo Roberto Netto

14 de agosto de 2019 | 10h48

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gabriela Biló / Estadão

O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Walter Piva Rodrigues é falsamente identificado como o jornalista Glenn Greenwald em vídeo que circula nas redes sociais. Com apenas oito segundos, as imagens são usadas para acusar o jornalista de fazer um complô com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

A gravação começou a circular no início de agosto e nela é possível ver Toffoli conversando com Walter Piva no que aparenta ser um restaurante.

Procurado pelo Estadão Verifica, o gabinete do desembargador Walter Piva confirmou que é ele que está nas imagens e afirma que no encontrou houve apenas uma conversa entre “um ex-professor e seu aluno”.

O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Walter Piva Rodrigues, em 2016. Foto: Escola Paulista da Magistratura / Divulgação

O magistrado foi professor de Toffoli na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro é graduado pela instituição paulista, segundo consta em seu currículo público.

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O STF respondeu ao Estadão Verifica informando que o boato já foi desmentido.

A desinformação é a mais recente de uma onda que visa Greenwald desde o início da série de reportagens sobre o vazamento de conversas atribuídas ao então juiz federal e hoje ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e o procurador da República Deltan Dallagnol.

O Estadão Verifica já desmentiu boatos sobre falso mandado de prisão contra o jornalista americano, acusações de “traição à pátria” e até suposta declaração de intenção de fuga do País.

Este boato foi selecionado para checagem a partir da parceria entre o Estadão Verifica e o Facebook. O portal G1 também desmentiu este conteúdo. Para sugerir verificações, encaminhe o boato para o WhatsApp (11) 99263-7900.

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