Vídeo de confusão na praia de Ipanema é de 2012 e não tem nenhuma relação com covid-19
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Vídeo de confusão na praia de Ipanema é de 2012 e não tem nenhuma relação com covid-19

Gravação mostra briga por proibição de 'altinha' na beira d'água, e não resistência a medidas de restrição de circulação na capital fluminense

Gabi Coelho, especial para o Estadão

08 de abril de 2021 | 18h00

O vídeo de uma briga generalizada na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, circula fora de contexto nas redes sociais. Postagens afirmam que se trata do “início da desobediência civil” às restrições impostas devido ao avanço da covid-19 na cidade. Na verdade, as imagens foram gravadas em outubro de 2012, em ação da Guarda Municipal para impedir que um grupo de pessoas jogasse “altinha” na beira d’água. 

Leitores enviaram este conteúdo para o WhatsApp do Estadão Verifica(11) 97683-7490.

As imagens do post que circula no Facebook, com mais de 10 mil curtidas e quase 8 mil compartilhamentos, foram gravadas por banhistas. Na época, veículos de comunicação também repercutiram a situaçãoNo vídeo, é possível identificar cadeiras e guarda-sóis sendo arremessados no meio da confusão, que acabou com uma pessoa presa.

Ao Estadão Verifica, a assessoria da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio) confirmou que a ação de 2012 ocorreu devido a proibição de “altinha” e frescobol na beira d’água entre 8h e 17h. O impedimento se manteve durante os últimos anos. Com a pandemia, ainda de acordo com a GM-Rio, “no momento seguem em vigor no município do Rio as medidas restritivas de proteção à vida e a prática de atividades físicas coletivas estão proibidas nas praias”. 

Restrições

Nas redes sociais e no WhatsApp, as imagens circulam com a legenda “Rio de Janeiro 26 de março de 2021” — mesmo dia em que entraram em vigor decretos dos prefeitos do Rio, Eduardo Paes (DEM), e de Niterói, Axel Grael (PDT). Os dois determinaram o fechamento dos serviços não essenciais durante 10 dias. O objetivo era frear a disseminação do vírus em ambos os municípios.

Na medida adotada no Rio, também consta que “a prática de atividades físicas individuais em praças, parques, praias e logradouros do município está liberada, desde que não cause aglomerações e atenda às medidas de proteção à vida”. Na data em que foi publicado o decreto, a prefeitura carioca anunciou que a cidade vive o pior momento da pandemia em número de internações por covid-19 em leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI). As restrições foram recebidas com protesto e lojistas burlando as normas. 

Atualmente, está em vigor na capital fluminense um novo decreto, publicado na última sexta-feira, 2, que mantém a ida a praias, parques e cachoeiras proibidos. O comércio ambulante também não deve funcionar. Porém, uma diferença em relação às outras medidas é o retorno das aulas presenciais. A partir desta sexta-feira, 9, outros estabelecimentos como comércios, clubes, bares, restaurantes e outros serão autorizados a reabrir.

O governo do Rio também publicou no Diário Oficial do último sábado, 3, um novo decreto válido entre os dias 5 e 12 de abril. As normas liberam algumas atividades com restrições, mas prevalecem as proibições estabelecidas pelos prefeitos de cada município.

Tudo o que sabemos sobre:

Rio de Janeiro [cidade RJ]pandemiacovid-19

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.