Tuítes com ataques à Polícia Militar são de conta que se passa por Marcelo Freixo
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Tuítes com ataques à Polícia Militar são de conta que se passa por Marcelo Freixo

Postagens foram publicadas pelo perfil @MarceloFrexo, que escreve nome do parlamentar errado

Pedro Prata

13 de outubro de 2020 | 18h04

Tuítes falsamente atribuídos ao deputado federal Marcelo Freixo (PSOLRJ) voltaram a circular nas redes sociais esta semana. Uma imagem compartilhada no Facebook traz uma série de postagens com críticas à Polícia Militar, ao lado do nome e da foto de Freixo. A conta de Twitter mostrada na foto, no entanto, não é a do parlamentar. O nome de usuário de Marcelo Freixo é @MarceloFreixo, e não @MarceloFrexo, sem “i”.

Um dos tuítes atribuídos ao deputado diz: “A violência em Porto Alegre é o reflexo da PM opressora contra cidadãos sem oportunidade. Fim da PM já!”. Esse conteúdo falso foi publicado pela primeira vez em 2018, mas voltou a viralizar e foi compartilhado ao menos 1,9 mil vezes no Facebook nas últimas 24h.

Postagens são de perfil que se passa pelo parlamentar. Foto: Reprodução

O principal elemento que indica que os tuítes são falsos é o nome de usuário incorreto. Na postagem viral, o usuário utilizado foi @MarceloFrexo, que escreve de forma incorreta o nome do parlamentar. Esse perfil no Twitter foi criado em outubro de 2016, mas atualmente não possui nenhuma publicação e tem apenas 11 seguidores.

A conta oficial do deputado é @MarceloFreixo, que ele utiliza desde 2009. O Estadão Verifica fez uma busca em seu perfil pelo termo “Porto Alegre” e não encontrou as publicações mostradas no conteúdo viral. A pesquisa retornou tuítes em que Freixo divulga um debate sobre segurança pública com a ex-deputada federal Luciana Genro, em 16 de julho de 2015.

Não é a primeira vez que o parlamentar é alvo de desinformação. O Estadão Verifica já checou que boatos que falsamente o relacionavam ao assassinato da vereadora carioca Marielle Franco.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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