Tubarão acusado de devorar brasileiros na verdade morreu nas Bahamas
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Tubarão acusado de devorar brasileiros na verdade morreu nas Bahamas

Imagens de animal morto são antigas; postagens afirmam que caso teria ocorrido em Mongaguá ou no litoral do Maranhão

Alessandra Monnerat

27 de janeiro de 2020 | 13h31

Imagens de um tubarão morto circularam neste mês nas redes sociais com legendas que informavam se tratar de um animal encontrado com restos mortais de dois jovens dentro de seu estômago — algumas postagens afirmam que o caso teria ocorrido no litoral do Maranhão (em Carutapera) e outras, de São Paulo (em Praia Grande ou Mongaguá). Nada disso é verdade: as fotos são de 2010 e foram tiradas nas Bahamas.

O contexto original do boato foi encontrado por meio da ferramenta de busca reversa de imagens. De acordo com uma matéria do site Daily Mail, o tubarão foi encontrado com os restos mortais de um homem de 43 anos. Ele teria desaparecido de Jaws Beach, no Havaí — uma praia cujo nome homenageia o clássico Tubarão, de Steven Spielberg.

Tubarão na Grande Barreira de Corais. Foto ilustrativa. Foto: bluegroper/Pixabay

A reportagem também desmente outra alegação do boato. O animal encontrado era um tubarão tigre, e não um tubarão branco, como afirmam as postagens. 

Boatos.Org e Fato ou Fake também checaram esse boato.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

Tudo o que sabemos sobre:

tubarãofake news [notícia falsa]

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: