TSE e agências de checagem lançam coalizão contra campanhas de desinformação nas Eleições 2020
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TSE e agências de checagem lançam coalizão contra campanhas de desinformação nas Eleições 2020

Informações falsas sobre o processo eleitoral que estejam em circulação nas redes sociais serão verificadas por jornalistas especializados

Estadão Verifica

01 de outubro de 2020 | 19h03

Uma coalizão de agências de checagens de fatos vai colaborar com o  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate a campanhas de desinformação sobre as eleições municipais de 2020. A iniciativa foi anunciada formalmente em uma cerimônia virtual comandada por Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE. O Estadão Verifica faz parte da aliança, juntamente com Projeto Comprova, AFP Checamos, Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, e-farsas, Fato ou Fake e UOL Confere. Esses veículos vão atuar de forma forma voluntária e não receberão remuneração.   

Por meio da parceria, as agências, o TSE e integrantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estarão em contato permanente para identificar e desmentir informações falsas sobre as eleições que estiverem em circulação nas redes sociais. O site Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral, vai concentrar links para as checagens feitas por jornalistas. 

Luís Roberto Barroso: ‘A mentira deliberada e as campanhas de ódio têm dono. E são eles que queremos combater’. Foto: TSE/Reprodução

 

“A democracia precisa da livre circulação de informações, ideias, fatos e opiniões”, disse o ministro Barroso, durante a cerimônia virtual. “Se a democracia for capturada por aqueles que divulgam mentira, ódio e vivem da difamação, ela não terá como sobreviver. A verdade não tem dono, e a vida comporta muitos focos de observação. Porém a mentira deliberada e as campanhas de ódio têm dono. E são eles que queremos combater.”

Barroso destacou que outras formas de atuação contra a disseminação de notícias falsas são o monitoramento de comportamentos inautênticos e a intervenção da Justiça Eleitoral em casos pontuais de mentiras proferidas contra um candidato. “Ninguém quer ser o censor do debate público”, ressaltou.

Quem acessar o site Fato ou Boato por celular não gastará sua franquia de dados. Graças a uma parceria com operadoras de telefonia, todos os sites do domínio da Justiça Eleitoral terão o chamado “zero rating”.

Participaram da cerimônia de oficialização:

  • Elodie Martinez, AFP Checamos
  • Natália Leal, Agência Lupa
  • Tai Nalon, Aos Fatos
  • Edgard Matsuki, Boatos.org
  • Sérgio Lüdtke, Projeto Comprova
  • Marco Faustino, e-farsas
  • Daniel Bramatti, Estadão Verifica
  • Tiago reis, Fato ou Fake
  • Alexandre Gimenez, UOL Confere
  • Cristina Tardáguila, International Fact Checking Network, observadora da coalizão

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