Texto anônimo que critica STF é atribuído falsamente a juíza do Rio
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Texto anônimo que critica STF é atribuído falsamente a juíza do Rio

Carta a Toffoli circula com atribuição errada desde 2018; texto voltou a ser compartilhado no Facebook nesta semana

Tiago Aguiar

21 de maio de 2020 | 14h50

É falso que uma juíza associada à Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) tenha escrito uma carta pública ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmando que a Corte é uma ameaça à democracia. Um post com a informação falsa foi publicado no ano passado no Facebook e voltou a circular nesta semana, com mais de 2,5 mil compartilhamentos.

O texto, atribuído à “juíza Daniele Moura”, circula desde outubro de 2018. Naquele mês, a EMERJ declarou em nota que não há nenhuma Daniele Moura com vínculo com a escola, seja professora, aluna ou colaboradora. A Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) também alegou que não consta o nome entre seus quadros associados.

Foto: Reprodução/Facebook

O primeiro registro do texto encontrado pelo Estadão Verifica é de uma página com comentários políticos críticos à esquerda chamada “O Pai da Lógica”. A publicação, não assinada, data de 22 de outubro de 2018. O texto comenta uma nota de Toffoli que repercurtia a divulgação de um vídeo em que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacava o Supremo.

O Boatos.org também desmentiu esse boato.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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