Socorrista em Maricá morreu por enfarte, e não por reação à vacina contra covid-19
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Socorrista em Maricá morreu por enfarte, e não por reação à vacina contra covid-19

De acordo com as prefeituras de Niterói e de Maricá, Robson Marques não apresentou reações adversas após receber imunizante

Alessandra Monnerat

27 de janeiro de 2021 | 14h15

É falso que um socorrista de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tenha morrido por reação adversa à vacina contra covid-19 Coronavac. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, Robson Marques de Lima faleceu no dia 24 de janeiro por enfarte agudo do miocárdio. A mesma informação foi divulgada por amigos de Robson no Facebook. 

Em nota, a prefeitura de Maricá informou que Robson “apresentava outras comorbidades, como a diabetes, e em nenhum momento foi relatada reação pós-vacinal”. Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da cidade. Segundo a prefeitura, Robson era morador do bairro de Inoã e trabalhava como motorista e socorrista em Niterói e São Gonçalo, também na região metropolitana do Rio.

A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói confirmou que Robson recebeu dose da vacina Coronavac, mas não apresentou nenhuma reação adversa. Ele era funcionário do Hospital Municipal Carlos Tortelly, no bairro de Fátima. A Coordenação de Vigilância em Saúde de Niterói investiga o caso como “medida protocolar”, segundo informou a assessoria da prefeitura em nota.

No Facebook, duas pessoas que se identificaram como colegas de trabalho também disseram que a causa da morte de Robson tinha sido por enfarte. O Estadão Verifica entrou em contato, mas não recebeu resposta de amigos de trabalho do socorrista.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio ainda não respondeu sobre registros de reações adversas à vacina. O órgão informou que criou um grupo técnico para investigar possíveis eventos pós-vacinais, formado por uma comissão de especialistas da Subsecretaria de Vigilância em Saúde. Na sexta-feira, 22, a Secretaria havia informado que ainda não tinha registrado nenhuma reação ao imunizante contra o novo coronavírus

Durante a fase de testes, a Coronavac provocou apenas reações leves nos voluntários que tomaram o imunizante. Os sintomas mais comuns foram dor de cabeça e dor no local na aplicação. Não há registros de enfartes entre os participantes da pesquisa. O Estadão Verifica também desmentiu que enfermeiras de Paraty, no Rio, tenham sofrido reações graves à vacina. 

O Estado do Rio já aplicou 109.659 doses de vacinas contra a covid-19 até esta quarta-feira, 27, de acordo com números levantados pelo consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, O Globo, G1, Folha de S. Paulo, UOL e Extra.

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