Servidor do STF condenado por lavagem de dinheiro não é assessor econômico de Toffoli
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Servidor do STF condenado por lavagem de dinheiro não é assessor econômico de Toffoli

Funcionário citado em postagem enganosa é analista jurídico e trabalha na Corte desde 2000

Alessandra Monnerat

08 de setembro de 2020 | 18h03

Um boato compartilhado mais de 1,1 mil vezes no Facebook afirma que um homem condenado por desviar R$ 3 milhões da Caixa Econômica Federal trabalharia como assessor econômico do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas apenas uma parte dessa história é verdadeira: o servidor em questão nunca ocupou o cargo de assessor de Toffoli. Atualmente, ele é analista judiciário na Secretaria Jurídica do Tribunal.

O caso do funcionário do STF condenado foi revelado em 2013 pelo jornal O Globo. De acordo com a reportagem, Ítalo Colares de Araújo, ex-gerente de uma agência da Caixa, foi condenado a sete anos de prisão por peculato e a 14 anos por lavagem de dinheiro. Ele teria desviado R$ 3 milhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para contas da mãe, da filha, do irmão, da mulher e até dos sogros. 

Segundo O Globo, ele evitou ser intimado por quatro anos, oferecendo endereços falsos à Justiça Federal. Depois da divulgação da reportagem, Ítalo compareceu à 10ª Vara Federal em Brasília para ser notificado oficialmente da sentença.

O Estadão Verifica tentou contato com a defesa de Ítalo citada no processo listado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mas não conseguiu obter atualizações sobre o caso. De acordo com a assessoria do TRF-1, o processo ainda está em tramitação,  sob a relatoria do desembargador federal Néviton Guedes.

Ítalo é servidor concursado do STF desde 2000, depois que saiu da Caixa. O nome dele consta da lista de funcionários ativos do tribunal — sua remuneração atual é de R$ 20.474,12 brutos ou de R$ 6.966,91 líquidos. 

Por e-mail, o STF confirmou que ele atualmente está lotado na Secretaria Jurídica e que nunca ocupou o cargo de assessor de Toffoli. “Nunca houve comunicação formal ao Tribunal a respeito da prática de crimes”, informou a nota.

O site Boatos.Org publicou uma checagem semelhante.

 

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