Até ‘serial killer de Goiânia’ é usado em onda de desinformação para atacar decisão do STF sobre segunda instância
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Até ‘serial killer de Goiânia’ é usado em onda de desinformação para atacar decisão do STF sobre segunda instância

Não é verdade que vigilante que confessou ter matado 39 pessoas tenha sido solto após decisão do STF

Alessandra Monnerat

05 de dezembro de 2019 | 10h40

É falso que o “serial killer de Goiânia“, o vigilante Tiago Gomes, tenha sido solto após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão em segunda instância. Ele confessou ter matado 39 pessoas, e a condenação por homicídio mais recente, de 2018, já teve trânsito em julgado — isso quer dizer que não cabem mais recursos sobre a decisão. Ao todo, as penas dele somam mais de 600 anos de reclusão, de acordo com o G1.

No início de novembro, o STF decidiu que condenados só podem começar a cumprir pena depois de esgotados todos os recursos em tribunais — o chamado trânsito em julgado. O entendimento do Supremo, no entanto, não afeta as medidas cautelares, como prisões preventivas e temporárias, que podem ser aplicadas em casos de crimes de alta periculosidade.

O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, confessou ter matado 39 pessoas desde 2011 em Goiânia. Ele se referia às vítimas por números e tentou se suicidar na cela dois dias depois de ter sido preso, em outubro de 2014. Foto: Polícia Civil/Goiás

Mesmo que a condenação do serial killer de Goiânia não tivesse trânsito em julgado, ele continuaria preso, pois foi preso preventivamente em 2014. Após ter sido condenado, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) expediu um mandado de prisão definitiva.

As decisões sobre Tiago Henrique Gomes da Rocha podem ser consultadas na página do TJ-GO.

A decisão sobre segunda instância gerou uma onda de boatos nas redes sociais. Publicações no Facebook também alegaram que João de Deus, acusado de abusos sexuais durante atendimentos espirituais, e Alexandre Nardoni, preso por matar a filha de 8 anos, tinham sido soltos, o que é falso.

Esse conteúdo foi selecionado por meio da parceria entre Estadão Verifica e Facebook.

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