Qual a checagem mais bizarra do ano? Entidade internacional premia verificações curiosas
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Qual a checagem mais bizarra do ano? Entidade internacional premia verificações curiosas

Jornalistas colombianos desmentiram que criança tinha sido batizada com o nome "Netflix de Jesus"; na Lituânia, site verificou serviço de "aluguel de crianças"

Alessandra Monnerat e Caio Sartori

13 de junho de 2019 | 14h53

Jornalistas que checam boatos que circulam nas redes sociais muitas vezes se deparam com alegações estapafúrdias. O Estadão Verifica, por exemplo, já publicou checagens sobre “mamadeiras eróticas” distribuídas em creches pelo PT (boato sem fundamento) e sobre um “vencedor de concurso de física quântica” que, na verdade, era um ator pornô.

Post no Facebook alegava que “José Carlos” era vencedor de um concurso de física quântica. Na verdade, a foto é de um ator pornô. Foto: Reprodução/Facebook

Há seis anos, a International Fact-Checking Network (IFCN), entidade internacional de cujo Código de Princípios o Estadão Verifica é signatário, premia a checagem mais bizarra no Global Fact 6 Awards. A premiação faz parte de uma conferência global que reúne checadores de fatos de vários países.

Este ano, concorrentes da Colômbia, da Alemanha, da Lituânia e das Filipinas disputam o título de fact check mais bizarro.

O site Colombiacheck desmentiu que uma criança tinha sido batizada com o nome “Netflix de Jesus”. Já os alemães do Correctiv provaram que não era verdade que democratas de Nova York celebraram uma legislação pró-aborto com um bolo no formato de um bebê. O lituano DELFI publicou checagem sobre um site que permitia alugar crianças. E o Rappler Inc. mostrou que não existiu um reino pré-colonial chamado Maharlika nas Filipinas.

Mas nem só de boatos bizarros vive o fact checking. A cerimônia no Global Fact 6 também vai reconhecer trabalhos com formatos inovadores e com impacto significativo na sociedade. É possível votar nos prêmios (em inglês) neste link.

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