Postagens compartilham foto de 2019 como se fosse de assalto a banco em Criciúma

Postagens compartilham foto de 2019 como se fosse de assalto a banco em Criciúma

Imagem viral, na verdade, foi registrada por câmeras de segurança em Botucatu, no interior de São Paulo

Pedro Prata

02 de dezembro de 2020 | 12h10

É antiga a foto de um homem mascarado que viralizou nas redes sociais como se fosse do assalto a um banco de Criciúma, em Santa Catarina, que ocorreu na madrugada desta terça-feira, 1º. Esta imagem fora de contexto já foi compartilhada ao menos 34,1 mil vezes no Facebook.

Foto foi tirada no interior de São Paulo em 2019. Foto: Reprodução

A foto viral na verdade foi registrada em Botucatu, no interior de São Paulo, em 11 de dezembro de 2019. Ela foi compartilhada pelo G1 na matéria “Criminosos levaram joias estimadas em R$ 1 milhão durante assalto a banco no interior de SP, diz polícia”. A imagem é de uma câmera de segurança que flagrou a ação criminosa, e contém dados do horário e data em que tudo ocorreu.

Na ocasião, homens armados realizaram um grande assalto a uma agência da Caixa que contou com explosão de um cofre, tiroteio com a polícia e moradores feitos reféns.

Reprodução do portal G1.

Assalto em Criciúma

Um grupo armado com fuzis assaltou uma agência do Banco do Brasil em Criciúma, no sudeste de Santa Catarina, na madrugada desta terça-feira, 1º. Os criminosos efetuaram disparos em direção ao 9º Batalhão de Polícia Militar e no centro da cidade, onde atingiram prédios e casas.

Funcionários da prefeitura que pintavam uma faixa de pedestre foram feitos reféns e obrigados a sentar no meio da rua. A quadrilha ainda queimou um veículo no túnel que liga Criciúma a Tubarão para bloquear a via terrestre com a capital Florianópolis e dificultar a chegada de reforço policial.

Quatro pessoas foram presas por furtar cédulas deixadas nas ruas após pelos criminosos.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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