Postagem distorce dados sobre despesas de cartão corporativo de presidentes

Postagem distorce dados sobre despesas de cartão corporativo de presidentes

Para exaltar Bolsonaro, simpatizantes compartilham informação falsa de que presidente gastou 'zero reais' nessa modalidade

Tiago Aguiar

26 de fevereiro de 2020 | 20h31

Texto compartilhado em diversos posts no Facebook distorce dados públicos sobre as despesas de cartão corporativo de Jair Bolsonaro. O boato sugere que o presidente economizou dezenas de milhões de reais em comparação com seus antecessores a partir da informação falsa que Bolsonaro não teria gastado nada com esse item.

Segundo o Portal da Transparência, no primeiro ano de governo de Bolsonaro, a rubrica da Presidência da República gastou R$ 15,8 milhões com o Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF).  Os gastos atribuídos aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff tampouco são compatíveis com os registros oficiais.

 

Postagem que circula nas redes sociais

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.