Postagem cita declaração falsa de Merkel ao exaltar política salarial para professores na Alemanha
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Postagem cita declaração falsa de Merkel ao exaltar política salarial para professores na Alemanha

Boato circula pelo menos desde 2017, e já foi desmentido

Tiago Aguiar

27 de fevereiro de 2020 | 23h05

Um texto que atribui à chanceler alemã Angela Merkel  a declaração de que  professores do país não seriam “pessoas comuns”, e que por isso mereceriam salários acima de todas as outras categorias, foi  compartilhado mais de 115 mil vezes no Facebook. Mas não há registros de que Merkel tenha feito a declaração. Esse boato circula pelo menos desde 2017, em diversas línguas.

A informação de que os professores recebem os maiores salários do país também é falsa. Segundo o Atlas Salarial, da Agência Federal para o Emprego da Alemanha, nenhuma categoria de professores, do ensino infantil ao superior, tem média salarial entre as mais altas em qualquer região do país.

Apesar de o conteúdo do boato ser falso, a Alemanha, segundo Relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é um dos países que melhor remunera os professores no mundo.

Postagem que circula nas redes sociais

Este conteúdo também foi verificado pelo site Boatos.org.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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