Post viral divulga índice de rejeição a Doria mais de duas vezes maior que o real

Post viral divulga índice de rejeição a Doria mais de duas vezes maior que o real

Pesquisas de opinião mais recentes de Datafolha e Ibope indicam que 39% dos paulistanos consideram o governo estadual ruim ou péssimo

Alessandra Monnerat

30 de setembro de 2020 | 16h47

Uma postagem com mais de 29 mil compartilhamentos no Facebook afirma que 98% da população rejeita o governador de São Paulo, João Doria — mas não há pesquisa de opinião pública que confirme esse número. O levantamento Datafolha mais recente, divulgado na última sexta-feira, 25, indicou que 39% dos paulistanos consideram a gestão estadual ruim ou péssima. Na pesquisa feita pelo Ibope em 17 de setembro, esse índice também foi de 39%.

Na pesquisa Datafolha, o governo Doria é avaliado como ótimo ou bom por 21% da população da capital; 39% disseram que a atuação do governador é regular e 1% não respondeu. A rejeição mais alta foi entre moradores do Centro: 43%. Foram realizadas 1.092 entrevistas presenciais nos dias 21 e 22 de setembro; a margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Em uma pesquisa feita em abril pelo Datafolha com brasileiros que possuem telefone celular, 51% dos entrevistados do Estado de São Paulo responderam que o governo Doria era bom ou ótimo; 19% disseram que era ruim ou péssimo. 

No levantamento do Ibope, Doria aparece com 23% de avaliação ótima ou boa, 37% regular e 39% ruim ou péssima. Outros 2% dos entrevistados preferiram não responder. Nessa pesquisa, foram ouvidos 1.001 eleitores da cidade de São Paulo entre 15 e 19 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais

Em pesquisa de março do Ibope na capital, o governador tinha a atuação considerada ótima ou boa por 17% dos entrevistados; regular por 37%; e ruim ou péssima por 44%. O porcentual de pessoas que não souberam avaliar também era de 2%.

A Agência Lupa também checou esse boato.
Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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