Post inventa caso de funcionária fantasma no governo federal
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Post inventa caso de funcionária fantasma no governo federal

Boato que circula no Facebook tenta associar o caso com o governo Dilma Rousseff

Tiago Aguiar

20 de janeiro de 2020 | 16h53

Não é verdade que uma funcionária comissionada do governo federal ganhe, somando salário e benefícios, R$ 65 mil, e que, apesar da bolada, more na Irlanda. Uma publicação falsa com mais de 2 mil compartilhamentos no Facebook alega ainda que a servidora Anieyl Gusmão Paiva seria filha de um ex-assessor do governo Dilma Rousseff.

Na postagem, a foto usada é da atriz turca Tuvana Türkay. Uma consulta ao Portal da Transparência do governo federal revela que não há nenhuma funcionária com este nome, ou mesmo com apenas o sobrenome “Gusmão Paiva”. Também não há nenhum registro, em busca pelo Google, de que o nome exista.

Publicação falsa que circula no Facebook

Este boato, também verificado pela Agência Lupa, foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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