Perfil falso imita portal de notícias para atacar jornalista

Perfil falso imita portal de notícias para atacar jornalista

Utilizando-se de logotipo do G1, conta inautêntica faz alegação infundada sobre a apresentadora Daniela Lima, da CNN

Estadão Verifica

25 de julho de 2021 | 21h15

A jornalista Daniela Lima, da CNN, foi alvo de um boato neste domingo, 25, espalhado por uma conta ilegítima no Twitter que imita o portal de notícias G1. Em uma postagem, a conta a acusa de ter dito que um incêndio provocado na estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo, teria sido “pacífico” e que os responsáveis “estavam de máscara”. A alegação é falsa. No canal da CNN no YouTube, é possível ver que Daniela Lima não estava entre as apresentadoras que noticiaram o incêndio.

Foto: Reprodução

No Twitter, a jornalista se posicionou. “E toma xingamento e acusação baseada no que eles acham que é uma piada (ou não). Desserviço e desrespeito”, escreveu. Ela ainda apontou que a postagem falsa foi retuitada por outra com 35 mil seguidores. Alguns perfis fizeram comentários com incitação de violência contra ela.

A conta responsável pelo tuíte, criada em março de 2021, se utiliza do logotipo do portal de notícias G1. Sua descrição afirma ser um portal de memes, mas muitas de suas postagens envolvem ataques a jornalistas mulheres, como a narradora Natália Lara, do SporTV, e Barbara Gancia, além da própria Daniela Lima. Há ainda postagens pejorativas contra opositores políticos do presidente Jair Bolsonaro, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) e a ex-presidente Dilma Rousseff.

No tuíte envolvendo Daniela Lima, a conta falsa faz referência a um incêndio na estátua do bandeirante Manuel da Borba Gato neste sábado, 24. Sem assumir a autoria do ataque, a página Revolução Periférica postou fotos e vídeo da estátua em chamas, no Instagram. Em uma das imagens é possível ver uma faixa com o nome do grupo.

Neste domingo, a polícia prendeu o motorista do caminhão que transportou os pneus usados para atear fogo à estátua. O ato remete a protestos nos Estados Unidos e na Europa, em 2020, contra monumentos que homenageam figuras históricas ligadas ao colonialismo e à escravidão. Os bandeirantes eram homens da região sudeste que trabalhavam com a exploração de minérios, escravização de indígenas e captura de escravos fugitivos e levaram ao desbravamento do interior do País.

Fique atento! Perfis nas redes sociais de veículos de comunicação possuem um selo de certificado ao lado do nome. Isso permite aos usuários confirmar que aquela conta é autêntica. O perfil que espalhou este boato naturalmente não possui tal selo.

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