Para atacar mulher de Lula, postagens multiplicam por 100 o valor de herança que ela deixou
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Para atacar mulher de Lula, postagens multiplicam por 100 o valor de herança que ela deixou

Bens que serão divididos entre os quatro filhos de Marisa Letícia foram avaliados em R$ 1,46 milhão, e não R$ 146 milhões

Tiago Aguiar

28 de setembro de 2020 | 19h00

É falso que a Justiça tenha autorizado a partilha de R$ 146 milhões em bens da ex-primeira-dama Marisa Letícia. O boato divulga uma cifra 100 vezes maior do que a verdadeira. O valor correto do patrimônio que foi homologado para herança, em 26 de junho deste ano, é de R$ 1,46 milhão. O inventário total de Marisa é de R$ 12,3 milhões e pode ser verificado no site do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Entre os bens que serão compartilhados, que são apenas parte do inventário de Marisa, estão um veículo Ford Ranger (avaliado em R$ 104 mil), um Ômega (avaliado em R$ 57 mil) e valores em contas bancárias e aplicações. Os herdeiros são seus quatro filhos — Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Luís Cláudio e Sandro Luís, conforme documento obtido pelo portal Conjur.

Marisa Letícia morreu aos 66 anos, em fevereiro de 2017. Era casada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde 1973. Em agosto de 2018, uma verificação feita em parceria com o Projeto Comprova desmentiu uma peça que atribuía somente a Marisa Letícia o patrimônio inteiro do casal Lula da Silva. Em fevereiro deste ano, outra checagem publicada pelo Estadão Verifica desbancou um boato que falseava o patrimônio de Marisa Letícia.

Este conteúdo também foi verificado pelo Boatos.org.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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