Paciente com coronavírus não morde: cuidado com os boatos
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Paciente com coronavírus não morde: cuidado com os boatos

Imagem que circula nas redes sociais alega que pessoa infectada teria atacado a jugular de um médico nos Estados Unidos

Alessandra Monnerat

29 de janeiro de 2020 | 13h56

Não é verdade que um paciente infectado com coronavírus tenha mordido a jugular de um médico nos Estados Unidos. A imagem que circula no Facebook com essa alegação é, na verdade, uma montagem de um tuíte do jornal O Globo — que não publicou nenhum texto com esse título nem divulgou em suas redes sociais notícia com esse teor.

A Agência Lupa também checou esse boato.

Agente de saúde usa máquina para impedir a propagação do coronavírus na cidade de Qingdao, na Província de Shandong Foto: Reuters

Atualmente, há mais de 6 mil registros confirmados de infecção e 132 mortos pelo novo coronavírus. Após três casos suspeitos no Brasil, o Ministério da Saúde elevou o alerta no País de 1 para 2, em uma escala que vai até 3.

Nesta quarta-feira, 29, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná descartou contaminação com coronavírus em um paciente internado em Curitiba. Uma família brasileira internada nas Filipinas também não está infectada. Veja o que já se sabe sobre a doença.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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