Ministro que ficou ‘de costas’ durante diplomação era Admar Gonzaga, e não Gilmar Mendes
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Ministro que ficou ‘de costas’ durante diplomação era Admar Gonzaga, e não Gilmar Mendes

Magistrado se virou em direção à bandeira nacional no momento de execução do hino

Alessandra Monnerat

14 de dezembro de 2018 | 17h16

Ministro Admar Gonzaga Neto ficou de frente para bandeira nacional durante hino. Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes não ficou de costas para o presidente eleito Jair Bolsonaro durante sua diplomação, na segunda-feira, 10. Na verdade, o magistrado que se virou é Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — segundo a Corte, ele se voltou em direção à bandeira nacional durante execução do hino brasileiro.

A confusão entre ministros foi enviada por leitores ao WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 99263-7900. O que foi entendido como gesto de descaso ou protesto em relação a Bolsonaro na verdade era um ato “em respeito ao símbolo da Pátria”, segundo o TSE. A atitude é condizente com a Lei de Símbolos Nacionais (5700/1971).

“Eu sempre canto o hino olhando para a bandeira”, disse Gonzaga ao jornal O Globo. “Aprendi nas aulas de educação moral e cívica no Colégio Santo Inácio e na Escola Alferes Tiradentes, em Florianópolis, onde sempre cantávamos o hino nacional antes de entrar em sala”.

O gesto viralizou e foi repercutido na mídia. O boato que troca Admar por Gilmar também foi checado pelo site Boatos.Org.