Maradona e Platini usaram camisas com dizeres ‘não às drogas’ em jogo em 1988
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Maradona e Platini usaram camisas com dizeres ‘não às drogas’ em jogo em 1988

Os dois gênios da bola usaram camiseta com alerta contra dependência química, e não contra corrupção

Pedro Prata

27 de novembro de 2020 | 20h00

É falso que o ex-presidente da UEFA Michel Platini apareça em foto com o ex-jogador Diego Maradona vestindo uma camiseta onde se lê “não à corrupção”. Na verdade, os dois futebolistas usavam camisas com os dizeres “não às drogas”. A foto da década de 80 voltou a circular nas redes sociais com alegações enganosas para atacar os dois futebolistas.

Um leitor do Estadão Verifica pediu a checagem deste conteúdo por meio do WhatsApp (11 97683-7490).

Estrelas do futebol vestiam camiseta com alerta ao vício em drogas. Foto: Reprodução

A imagem é real e uma versão semelhante pode ser encontrada no banco de imagens Getty Images. Segundo a legenda, o registro é de um jogo em homenagem a Platini em 23 de maio de 1988, no estádio de Nancy, na França.

Conforme noticiou o Estadão, a data marcava um ano da aposentadoria dos gramados de Michel Platini, considerado um dos maiores jogadores da história do futebol. Ele reuniu um time de craques franceses contra estrelas de todo o mundo.

Na foto que deu origem ao boato, tanto o argentino quanto Platini vestiam camisetas que diziam “não às drogas” — Maradona trazia o escrito em inglês e o francês. Isso porque o ex-jogador francês fundou uma instituição para reabilitação de dependentes químicos, para a qual foi convertida toda a renda daquele jogo.

Reprodução do ‘Estadão’ de 24 de maio de 1988.

A aposentadoria dos gramados não significou o afastamento de Platini do futebol. Ele ainda foi organizador da Copa do Mundo de 1998, na França, vice-presidente da Federação Francesa de Futebol e presidente da UEFA, associação europeia de futebol. Em 2015, ele foi suspenso por quatro anos por violar o Código de Ética da FIFA ao aceitar um pagamento de 1,8 milhão de euros por serviços prestados entre 1998 e 2002. Ele também já foi preso, em 2019, por suposta corrupção envolvendo a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Diego Armando Maradona, maior estrela dos gramados argentinos, morreu aos 60 anos na quarta-feira, 25, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Duas semanas antes, ele havia passado por uma cirurgia para tratar de um hematoma no cérebro. Ao voltar para casa para se recuperar, sua equipe médica reforçou o conselho para que controlasse o vício em remédios e álcool. Maradona lutou contra a dependência química ao longo da vida.

Este conteúdo também foi checado pelo jornal Le Monde.

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