Gerador de falsas manchetes impulsiona boataria sobre coronavírus e tráfico
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Gerador de falsas manchetes impulsiona boataria sobre coronavírus e tráfico

Postagem enganosa utiliza design de site de notícias

Tiago Aguiar

10 de março de 2020 | 16h08

Não é verdade que a primeira pessoa infectada com o coronavírus no Rio de Janeiro tenha sido baleada por traficantes. O boato que se espalhou no Facebook usa uma montagem com um gerador de manchetes do site G1. O primeiro caso de infecção no Estado foi confirmado na semana passada. Na segunda-feira, 9, foram confirmados mais cinco afetados pelo novo coronavírus; o número de infectados no Rio de Janeiro chegou a oito.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou na última quarta-feira, 4, que o primeiro caso de Covid-19 no Estado é de uma  mulher brasileira de 27 anos que mora em Barra Mansa e esteve na Europa. Ela passou por Itália e Alemanha entre 9 e 23 de fevereiro e apresentou sintomas como tosse, coriza e falta de ar no dia 17 de fevereiro. No dia 2 de março, a paciente buscou atendimento médico no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

Atualmente, outros 119 pacientes são monitorados com suspeita de coronavírus no Rio de Janeiro.

Reprodução da postagem que circula no Facebook. Foto: Reprodução/Facebook

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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