Foto de caranguejo gigante é usada em boato sobre ataques em praias brasileiras
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Foto de caranguejo gigante é usada em boato sobre ataques em praias brasileiras

Foto de homem segurando grande animal é antiga; foi publicada em 2015 por site de humor

Pedro Prata

16 de março de 2020 | 17h04

Não é verdade que caranguejos gigantes estejam atacando banhistas em praias do litoral brasileiro. A foto de um homem segurando um grande animal tem sido compartilhada no Facebook com legendas que inventam ataques em praias no Rio de Janeiro e na Bahia.

A imagem, na verdade, é antiga, e já havia sido compartilhada em 20 de novembro de 2015 no site 9GAGem 26 de setembro de 2016 por um usuário do Twitter na RússiaNa primeira publicação, a legenda informava que a foto havia sido tirada em Porto Rico.

O site Boatos.Org também checou versões desse boato com referências a praias no Espírito Santo e no Pará.

Exemplo de publicação falsa que circula no Facebook. Foto: Reprodução/Facebook

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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