Filho de Sérgio Cabral não é candidato nem evita usar sobrenome do pai

Filho de Sérgio Cabral não é candidato nem evita usar sobrenome do pai

Marco Antônio Cabral tentou se reeleger como deputado federal em 2018, sem sucesso; neste ano, ele não concorre a nenhum cargo

Tiago Aguiar

28 de setembro de 2020 | 13h05

Um boato de 2018 voltou a circular no Facebook nesta semana com a alegação falsa de que o filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, é candidato e evita usar o sobrenome do pai, que está preso. Marco Antônio de fato era candidato nas últimas eleições, mas ele não concorre a nenhum cargo este ano. Além disso, o ex-deputado federal não deixou de usar o nome do pai político.

Na lista de candidatos da cidade do Rio de Janeiro divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há apenas um candidato com nome de urna Marco Antônio, que não é o alvo do boato. O filho de Sérgio Cabral não está listado.

No único perfil verificado em rede social do ex-deputado, no Instagram, Marco defende o pai em quase todas as últimas postagens. Fotos, textos e vídeos com menções ao ex-governador do Rio compõem o mosaico da conta no Instagram, que não omite o sobrenome Cabral.

Marco, filiado ao MDB, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 2015 e 2018. Quando tentou se reeleger, sem sucesso, encarou um cenário adverso daquele que o levou ao cargo; principalmente devido às condenações do pai na Justiça. Marco também foi secretário estadual de Esportes do governo Pezão. Naquele ano, também não deixou de usar o sobrenome Cabral nas urnas.

Em 2018, quando circulou originalmente, este conteúdo também foi checado pela Agência Lupa, Boatos.org e Folha de S.Paulo.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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