Falta oxigênio em Manaus por aumento da demanda, não por ‘dívida’ do governo do Amazonas
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Falta oxigênio em Manaus por aumento da demanda, não por ‘dívida’ do governo do Amazonas

Áudio que circula no WhatsApp divulga informação falsa de que White Martins interrompeu abastecimento por débito de R$ 52 milhões

Alessandra Monnerat

18 de janeiro de 2021 | 18h52

É falso que a empresa White Martins tenha interrompido o abastecimento de oxigênio a Manaus por causa de uma dívida de R$ 52 milhões do governo do Amazonas. A alegação circula em áudio no WhatsApp, enviado por leitores do Estadão Verifica ao número 11 97683-7490. Tanto a empresa fornecedora quanto o governo estadual negam que o insumo esteja em falta por conta de débitos.

A White Martins não conseguiu suprir a “demanda exponencial” do sistema de saúde de Manaus. Na semana passada, a empresa informou que levou sua produção ao limite, mas só conseguia produzir metade do volume necessário aos hospitais do Amazonas. A demanda por oxigênio aumentou cinco vezes nos primeiros 15 dias de janeiro, fazendo com que a companhia buscasse viabilizar a entrega de oxigênio de outros lugares, como da Venezuela.

Homens carregam um cilindro de oxigênio no Hospital Universitário Getúlio Vargas em Manaus Foto: Raphael Alves/ EFE

Em nota, a White Martins disse que não é verdade que tenha interrompido o abastecimento por causa de dívidas do governo estadual. A companhia acrescentou que “tem dedicado todos os esforços para fornecer a maior quantidade possível de oxigênio, alcançando um patamar muito superior às obrigações contratuais junto ao Estado do Amazonas”.  

O governo do Amazonas também informou não ter débito de R$ 52 milhões com a empresa, responsável por 90% do abastecimento de oxigênio do estado. “Havia uma dívida remanescente com a empresa, no valor de R$ 1,2 milhão, referente ao ano de 2018, e foi feita negociação em novembro do ano passado”, comunicou a Secretaria de Estado de Saúde em nota. “A primeira parcela dessa negociação, no valor de R$ 100 mil, foi paga em dezembro de 2020”.

Também é falso que o governo amazonense tenha se recusado a comprar oxigênio da empresa Carboxi Gases. O áudio que circula no WhatsApp afirma que o dono da companhia, Marcelo Dutra, é opositor do governador do Amazonas, Wilson Lima. Mas em nota à imprensa local, a Carboxi informou enviar fornecimento suplementar do insumo a Manaus. 

Esse conteúdo também foi desmentido por Agência Lupa, Aos Fatos e Boatos.Org.

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