Falso boato sobre ‘rombo’ deixado por Haddad ressurge na internet
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Falso boato sobre ‘rombo’ deixado por Haddad ressurge na internet

Gestão do petista deixou saldo positivo de R$ 5,3 bilhões; boato viralizou no Facebook

Alessandra Monnerat e Caio Sartori

11 de abril de 2019 | 16h49

Fernando Haddad. Foto: Hélvio Romero/Estadão

O rumor de que o petista Fernando Haddad teria deixado um rombo de R$ 7,5 bilhões ao deixar a Prefeitura de São Paulo não tem fundamento nos números. A prestação de contas de 2016, publicada no Diário Oficial no ano seguinte, informa que a disponibilidade de caixa, na verdade, era positiva, com R$ 5,3 bilhões de saldo. Descontadas obrigações financeiras de curto prazo, o valor era de R$ 3,1 bilhões.

A informação falsa circula no Facebook desde 2017 e voltou a ser compartilhada recentemente pela página ‘Governo Militar no Brasil’. Ao todo, foram cerca de 130 mil compartilhamentos. A publicação foi selecionada para verificação por meio da ferramenta de checagem do Facebook (entenda a parceria com o Estadão Verifica aqui).

O boato se originou em uma declaração do secretário municipal da Fazenda da gestão de João Doria, Caio Megale, em março de 2017. Segundo ele, o saldo positivo no caixa da Prefeitura era real, mas foi obtido por meio de “violenta compressão” na prestação de alguns serviços. A fala foi reproduzida sem contexto pelo site ‘Jornalivre’ e tem sido compartilhada desde então.

A gestão Haddad respondeu dizendo que a administração de seu sucessor “confunde rombo orçamentário com frustrações de receitas”. Segundo nota divulgada pela assessoria do petista, a publicação do balanço com o saldo de R$ 5,3 bilhões teve assinatura de Megale.

Na época, Haddad ressaltou, em nota, a negociação da dívida pública da metrópole. “Com a renegociação, a dívida da cidade caiu de R$ 81 bilhões para R$ 29 bilhões, liberando receitas da ordem de R$ 1,5 bilhão ao ano, que eram usados para pagamento da dívida, para novos investimentos.”

Essa desinformação também foi checada pela Agência Pública.

Recebeu algum boato? Envie para o WhatsApp do Estadão Verifica, no número (11) 99263-7900.