Evento nos EUA é debate sobre eleição brasileira e não é organizado por George Soros
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Evento nos EUA é debate sobre eleição brasileira e não é organizado por George Soros

Mensagem diz que reunião seria realizada para definir como destruir o candidato à presidência Jair Bolsonaro

Estadão Verifica

20 de setembro de 2018 | 16h24

checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da Gazeta do Povo, do Jornal do Commercio e do SBT. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: UOL, NSC e Poder360.

Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022.

É falsa a informação que circula nas redes sociais e diz que grupo de George Soros realiza uma reunião para definir como destruir o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). O evento que será realizado em Washington é uma palestra, organizada pelo Diálogo Interamericano (IAD, em uma sigla em inglês), uma entidade que fomenta o debate político e social para a América Latina. No dia 25 de setembro, será realizado um painel sobre o cenário eleitoral do Brasil em 2018, com três debatedores brasileiros. George Soros não é formalmente vinculado à entidade.

A postagem diz que George Soros promoveria um encontro de “figurões de esquerda”, que teriam em comum o apoio a regimes comunistas da América Latina, cuja pauta seria como destruir em todo o mundo – principalmente nos Estados Unidos e no Brasil – a reputação do presidenciável Jair Bolsonaro. A nota lembra que o candidato foi vítima de um ataque e faz suposições acerca da autoria. Ainda há suposições sobre o apoio de George Soros a regimes de esquerda.

O texto é ilustrado por uma foto que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Antônio Palocci cumprimentando George Soros. Esse encontro aconteceu no dia 26 de janeiro de 2003, durante o 33º Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Na época, Lula era presidente recém-eleito para o primeiro mandato e Palocci, seu ministro da Fazenda. A foto é de Ricardo Stuckert, que trabalhava para a presidência da República.

O evento que será realizado em Washington – Brazilian Elections: Starting over or more of the same? (Eleições brasileiras: um recomeço ou mais do mesmo?, em tradução livre) – não terá a participação de nenhum “figurão”. A proposta é discutir o cenário eleitoral em um momento de grande polarização no Brasil, que tem uma economia se recuperando após uma recessão e cujos escândalos de corrupção afetaram a confiança pública nas instituições do país. O convite para o evento fala na inelegibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT que foi substituído por Fernando Haddad, e em Jair Bolsonaro, apresentado como um congressista linha dura e que está hospitalizado após um ataque a faca. O texto ainda menciona que há quatro ou cinco nomes com possibilidade de chegar ao segundo turno.

O painel terá explanações de três brasileiros, e conta com a mediação de Peter Hakim, presidente emérito da entidade. Serão palestrantes Monica de Bolle, diretora do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Escola de Estudos Internacionais Avançados Johns Hopkins; Maurício moura, fundador e CEO do Ideia Big Data; e Henrique Gomes Batista, correspondente d’O Globo em Washington.

A postagem original foi publicada no site MCI Rádio, no dia 14 de setembro. O conteúdo foi repostado 19 vezes no Twitter e Facebook – foram 555 interações totais que alcançaram 274.236 usuários das redes sociais até o dia 19 de setembro.