É montagem vídeo de Macron coberto com colares de flores na Polinésia Francesa

É montagem vídeo de Macron coberto com colares de flores na Polinésia Francesa

Brincadeira com presidente francês enganou usuários do Twitter, que compartilharam piada como se fosse verdade

Pedro Prata

28 de julho de 2021 | 17h54

Viralizou nas redes sociais um vídeo do presidente da França, Emmanuel Macron, coberto até os joelhos com colares de flores durante uma visita à Polinésia Francesa. O vídeo é uma montagem, mas acabou enganando muita gente e passou a ser compartilhado como se a cena fosse real. A postagem original foi feita por uma conta francesa no Twitter e teve ao menos 172 mil reações. O post também recebeu ampla visibilidade no Brasil.

Foto: Reprodução

O vídeo tem oito segundos e mostra Macron sendo recebido no território ultramarino. Uma voz fala, em francês, que é a primeira vez que o presidente francês visita a Polinésia Francesa.

O Estadão Verifica procurou a origem do vídeo, por meio do mecanismo de busca reversa, para saber se ele havia sofrido cortes e se estava em seu contexto original. A íntegra do vídeo está disponível no canal do YouTube do site euronews.

Embora Macron tenha realmente recebido vários colares de flores, ele não chegou a ficar coberto até os joelhos, como mostra o tuíte viral.

Foto: Reprodução

Conta publica vídeos editados

A conta francesa que tuitou o vídeo adulterado costuma fazer montagens cômicas com vídeos de reportagens em francês. Alguns alvos recentes de suas brincadeiras foram o primeiro-ministro da França, Jean Castex, e o ministro da Justiça, Éric Dupond-Moretti.

 

Ao site da rádio France Info, o administrador da conta de Twitter ressaltou que a brincadeira com Macron se tornou um de seus vídeos mais compartilhados. “Eu esperava um pouco de sucesso, mas não a esse ponto”, falou.

Esse conteúdo também foi verificado pelo jornal 20 minutes.

Macron na Polinésia

O presidente francês cumpriu agenda no território ultramarino para tratar da proteção ao meio ambiente e das consequências da atividade nuclear no arquipélago. No último dia de sua visita, Emmanuel Macron reconheceu uma “dívida” do estado francês com a população local, por conta de 193 testes nucleares realizados na região entre 1966 e 1996, informou o jornal Le Monde.

Ele não pediu desculpas em nome da França, como pedem associações locais. Mas prometeu acelerar a análise para concessão de direitos de reparação às vítimas dos testes nucleares.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.