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É falso que Rodrigo Maia tenha defendido fundo eleitoral ‘nem que isso custe a vida de alguns brasileiros’

Frase foi publicada por conta falsa no Twitter, que já foi suspensa por violar regras da rede social

Alessandra Monnerat

29 de abril de 2020 | 17h41

Leia a versão em espanhol

É falso que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tenha publicado no Twitter que é preciso manter a verba do fundo eleitoral “nem que isto custe a vida de alguns brasileiros”. O tuíte foi feito por uma conta falsa, @RobrigoMaia (com a letra B no lugar de D), que já foi suspensa da plataforma.

O boato circula desde o início do mês nas redes sociais, mas voltou a ganhar engajamento esta semana. Maia já se posicionou sobre o assunto em seu perfil oficial de Twitter: “Fake news é coisa de covarde. Criaram uma conta falsa com meu nome para desinformar e mentir”.

A maioria dos deputados é a favor de destinar recursos do Fundo Eleitoral para esforços de combate ao novo coronavírus. Veja no placar elaborado pelo ‘Estado’.

Agência Lupa, Aos Fatos, Fato ou Fake e Boatos.Org também checaram esse boato.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

Versão em espanhol

Texto traduzido pelo LatamChequea, grupo colaborativo que reúne dezenas de fact-checkers da América Latina no combate à desinformação relacionada ao novo coronavírus.

Es falso que Rodrigo Maia haya descartado un proyecto sobre estado de emergencia en febrero

No es verdad que el presidente de la Cámara, Rodrigo Maia, haya descartado un proyecto de ley con reglas sobre la cuarentena para el control del nuevo coronavirus enviado por el presidente Jair Bolsonaro en febrero. Esa afirmación consta en una publicación falsa que circula en Facebook desde principios de abril.

La información disponible en el portal de la Cámara de Diputados muestra que el proyecto de ley citado (PL 23/2020) fue enviado por el Poder Ejecutivo el día 4 de febrero y se aprobó ese mismo día. Bolsonaro y Maia, inclusive, conversaron sobre la forma de votar el tema lo más rápido posible, como lo muestra un artículo del Estado, y la sugerencia del legislador fue aceptada.

La propuesta fue aprobada por el Senado Federal al día siguiente y fue sancionada por el presidente de la República el día 6 de febrero. Posteriormente, se convirtió en la Ley nro. 13.979, que está disponible en su versión completa en el Diario Oficial de la Unión, y se publicó en el sitio web oficial del Planalto.

La publicación falsa en Facebook reproduce una imagen del texto enviado en la aplicación WhatsApp que no cita ninguna fuente. El mensaje afirma que el gobierno federal decretó estado de emergencia en la salud pública el día 3 de febrero, lo que es verdad. Pero desinforma a continuación al afirmar equivocadamente que Maia “descartó” un proyecto de ley con “reglas para la cuarentena sanitaria”.

Consultada por el artículo de Estadão Verifica, la oficina de prensa de Rodrigo Maia afirmó que el contenido es “otra noticia falsa inventada contra el presidente de la Cámara”. También respondió que el proyecto de ley fue destinado a regular la cuarentena de los brasileños que “vivían y querían irse de China en aquel momento” y que la afirmación “no se corresponde en nada con la realidad”.

Una de las versiones del rumor se publicó en Facebook el 7 de abril y fue compartida más de 7800 veces. A pesar de que es antiguo, ganó nueva potencia en las últimas 24 horas, acumulando más de 190.000 visualizaciones en ese período, según la plataforma. Después de pedirle la renuncia al ministro de Salud, Luiz Henrique Mandetta, este jueves 16, Bolsonaro atacó a Maia al declarar que parece que la intención es sacarme del gobierno. El presidente de la Cámara defendía la permanencia del ministro y colega de partido.

Aos Fatos también chequeó ese rumor.

 

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